Sexta-feira, 14 de Agosto de 2026

ÚLTIMA HORA

Bento Gonçalves está em franca expansão

Com muitas grandes empresas sendo abertas na cidade, consumidor se beneficia na hora de realizar as compras

Recentemente, uma quantidade significativa de grandes empresas vindas de fora do município, e até mesmo do estado, estão abrindo as portas em Bento Gonçalves. Para uma cidade de 121.803 habitantes, com foco principalmente nos setores vitivinícola e moveleiro, a abertura dos empreendimentos demonstra que a Capital Nacional do Vinho está em franca expansão e que seus atrativos vão muito além do turismo.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Bento Gonçalves (Sindilojas-BG), Daniel Amadio, tais empresas planejam sua política de ampliação antes de tomar a decisão de uma localidade. “Estudos são realizados levando em consideração a população, situação econômica, geografia, poder de compra, além de outros fatores. Acredito que se for tomada a decisão de investir em nossa cidade, ela deve ser bem analisada com critérios, justamente para que o negócio não seja deficitário e possa ter sucesso”, afirma.

Para o consumidor, finalizar o dia mais tarde é uma questão positiva. “Quanto maior a concorrência, mais benefícios e vantagens serão ofertados. Para os empresários depende, se for uma concorrência direta pode acirrar a disputa pelo cliente e obrigar os já estabelecidos a buscarem novas alternativas”, explica.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Marcos Carbone, ressalta que Bento é uma cidade de médio porte e em processo de crescimento, pois é um movimento que favorece sua integração à microrregião. “Pessoas que residem em municípios menores, nas proximidades, vêm até a Capital do Vinho em busca de opções que não encontram nos locais onde moram. Esse contexto torna o município muito atrativo para receber os empreendimentos. Somado a isso, está o poder de compra da população, que faz da região um mercado relevante para os negócios. Quanto mais opções de compras o consumidor encontrar na cidade, mais negócios locais fará”, salienta.

Carbone sublinha, ainda, que esse comportamento contribui para o fortalecimento do comércio local. “Estimula as pessoas a fazer suas compras na cidade, uma vez que a oferta de estabelecimentos consegue atender à necessidade dos clientes. Para os consumidores, essa expansão gera melhores oportunidades de compra, ou seja, o consumidor consegue encontrar os itens que procura e, também, buscar as melhores condições para fazer seus negócios”, destaca.

Empresários acreditam no potencial de Bento

De acordo com o diretor da rede de supermercados Andreazza, Jaime Andreazza, Bento foi escolhida porque a equipe acredita na capacidade que a localidade tem de expandir ainda mais. Há alguns meses, um supermercado do grupo foi inaugurado no Centro da cidade. “Tem potencial de crescimento e acho que precisava de uma loja premium da nossa bandeira. A gente tinha apenas uma de bairro”, expõe.

A população bento-gonçalvense aderiu de forma positiva à nova opção de compras. “Sem dúvidas, Bento tem um povo que aceitou muito bem nossa marca, estamos muito contentes com a nova loja”, ressalta.
Há, ainda, a possibilidade de abertura de um Vantajão Atacado, também pertencente ao Grupo Andreazza. “A gente sempre tem Bento no radar, não estamos há nem um ano com essa bandeira. É um outro nicho de mercado, tem os supermercados de bairros, o top de linha e o atacado, que atende o pequeno comerciante, lancheria, restaurante, fruteira, minimercado e também a pessoa que quer comprar em mais quantidade”, conclui.

Pesquisa de mercado

O economista Adelgides Stefenon aponta que para qualquer negócio é importante fazer uma pesquisa de viabilidade, seja grande ou pequena. É dessa forma que os grandes empreendimentos verificam a possibilidade de sucesso dos novos estabelecimentos em Bento. “Se for um negócio novo, mais ainda a importância da análise de mercado e pesquisa”, sublinha.

As pesquisas, conforme Stefenon, devem ser estratégicas e envolver alguns assuntos específicos. “Potencial de mercado, concorrência, lucratividade esperada, disponibilidade de recursos humanos e de área para instalação, posicionamento dos concorrentes, logística, fornecedores, quantidade e perfil dos clientes, projeções futuras, tecnologia de internet e telefônica, acesso aos canais de distribuição, existência de facilitadores (bancos, universidades, centros tecnológicos), preços das áreas, salários médios, custo da implantação, possibilidade de ampliação, propensão à inovação, entre outros”, pontua.

Foto: Franciele Zanon

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