Geral Saúde

Semana de combate ao Aedes Aegypti

Fábio Becker Loppe
Escrito por Fábio Becker Loppe

Tempos quentes e chuvosos como os que temos presenciado e que, historicamente, seguem até meados de abril, são propícios para a proliferação do mosquito causador da dengue, zika, febre amarela urbana e chikungunya. É por isso, que de 25 a 30 de novembro, ocorre, em todo o país, a Semana de Combate ao Aedes Aegypti.

Em Bento Gonçalves, ademais da visitação de agentes de endemias para orientações e coleta de larvas de mosquitos para identificação, e distribuição de material educativo em comércios, indústrias e imóveis, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância em Saúde, Vigilância Ambiental, e a Secretaria de Meio Ambiente realizarão o “dia D”, na sexta-feira, 30. O evento, que ocorre das 9h às 15h, na Via del Vino, contará com a presença de técnicos que apresentarão à população as formas corretas de separar e acondicionar o lixo, além das principais ações de prevenção e combate ao mosquito.

Três focos de dengue já foram encontrados em Bento Gonçalves neste ano (Foto: divulgação)

De acordo com dados da Vigilância Ambiental e da Vigilância da Saúde, já foram investigados cinco casos de dengue e sete de chikungunya até o momento em 2018, sendo que todos são importados, ou seja, quando a doença é adquirida fora do município. Também houveram três focos de mosquitos Aedes Aegypti: nos bairros Botafogo, Conceição e Nossa Senhora do Carmo.

Para a Médica Veterinária da Vigilância Ambiental, Aneliz Záttera, apesar de, até o momento, não ter sido identificado a circulação dos vírus causadores das doenças, a presença do vetor aponta para a necessidade de se trabalhar a conscientização da população nas ações de prevenção e combate. “Ainda falta conscientização de como acondicionar bem o lixo e de colocar nos dias e horários corretos de coleta. Os detritos recicláveis como latas, plásticos, garrafas e outros materiais se transformam em criadouros quando descartados no meio ambiente”, comenta.

Aneliz explica ainda que ademais do mosquito da dengue, o acúmulo de lixo orgânico e reciclável pode atrair outros animais que podem ser prejudiciais à saúde, como mosquitos, ratos, baratas, moscas e carrapatos. “Ações simples como o correto acondicionamento do lixo, cortar a grama e eliminar reservatórios de água parada são de grande auxílio e importância”, salienta.

Sobre o autor

Fábio Becker Loppe

Fábio Becker Loppe

Deixe um comentário