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Abertura da safra de uva do Rio Grande do Sul celebra qualidade da fruta e a regularização dos primeiros produtores de vinho colonial

Ranieri Moriggi
Escrito por Ranieri Moriggi

Com, aproximadamente, 2,5 mil habitantes, Nova Pádua possui praticamente uma vinícola para cada 110 moradores. A região que, junto com Flores da Cunha, compõe, desde 2012, a Indicação Geográfica (IG) de Altos Montes para vinhos e espumantes foi escolhida como palco do Ato Oficial de Abertura da Colheita da Uva no Estado do Rio Grande do Sul – Safra 2018, no sábado, 27. A solenidade ocorreu nos vinhedos da Boscato Vinhos Finos e contou com as presenças do governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, do secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi/RS), Ernani Polo, do prefeito municipal de Nova Pádua, Ronaldo Boniatti, do presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Oscar Ló, além parlamentares estaduais e federais e de outros representantes de entidades setoriais. A abertura oficial da vindima segue um rodízio entre as regiões vitivinícolas do Estado.

O presidente do Ibravin, Oscar Ló, falou sobre a expectativa do setor para esta safra, quando deverão ser colhidas cerca de 600 mil toneladas da fruta destinadas ao processamento. O dirigente também lembrou das dificuldades encontradas pela categoria ao longo de 2017.  “Tivemos um ano cuja as comercializações foram as mais difíceis, devido ao crescimento nas importações. Isso deixa o setor em alerta e pressiona para que tenhamos um desempenho melhor em 2018. Por isso, a necessidade de revermos o tema da Substituição Tributária, que é, hoje, o principal elemento de diminuição da competitividade do setor vinícola”, afirma. Até o momento, cerca de 35% da produção gaúcha já foi colhida.

Durante a abertura oficial da safra de uva também foram entregues pelo governo do Rio Grande do Sul os primeiros números de registro aos empreendimentos de vinho colonial, enquadrados na lei 12.959/2014. Aldo Lazzari, de Garibaldi, e Auri Flâmia, de Bento Gonçalves, poderão comercializar vinhos, espumantes e sucos de uvas em feiras, cooperativas ou na propriedade sem a necessidade de abrir uma empresa, utilizando apenas o talão de produtor rural para emissão de notas. Quatro produtores estão em fase final de regularização e outros cinco deverão obter o registro nos próximos meses.

Poderão se quadrar na Lei do Vinho Colonial agricultores familiares que elaboram até 20 mil litros por ano com uvas próprias. Uma cartilha explicativa para auxiliar os produtores nas etapas de formalização também foi lançada na solenidade e estará à disposição, gratuitamente, nos Sindicatos Rurais, nas Ematers, em entidades setoriais e também estará disponível online, no site do Ibravin (www.ibravin.org.br), na aba de Downloads.

O secretário estadual Ernani Polo destacou também os esforços do setor vitivinícola e reiterou a parceria do governo com o Ibravin, citando o Fundovitis como fundamental para a qualificação e promoção do vinho gaúcho. “A colheita é um momento muito especial para todos aqueles envolvidos na produção e uvas, de vinhos, espumantes, sucos e derivados. Mais uma vez, estamos celebrando um momento que é muito simbólico. É o resultando da dedicação, do esforço de muitas famílias gaúchas que se dedicam a produção”, enfatiza.

 

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