Consumidores da Serra Gaúcha têm registrado contas de luz com aumentos expressivos nas últimas semanas, mesmo sem alterações significativas no consumo, segundo relatos. O Procon de Bento Gonçalves e o site Reclame Aqui registram diversas denúncias sobre os valores elevados e a falta de transparência. A RGE, em nota, afirmou que os aumentos neste inverno podem ser resultado de uma combinação de fatores sazonais, como maior uso de eletrodomésticos para aquecimento, aliado à aplicação da bandeira vermelha e ao reajuste tarifário anual autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Segundo a empresa, desde julho está em vigor a bandeira vermelha, que acrescenta R$ 6,00 a cada 100 kWh consumidos. Já em agosto, o patamar 2 elevou esse custo para R$ 7,87 a cada 100 kWh. Além disso, entrou em vigor em junho o reajuste tarifário da RGE, com aumento médio de 12,39% para consumidores residenciais. A companhia também destacou que, para quem possui painéis solares, o inverno pode reduzir a geração de energia por conta de dias mais curtos, nebulosidade e temperaturas baixas, o que impacta diretamente no saldo de créditos.
Paralelamente, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul instalou oficialmente no dia 5 de agosto uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação das concessionárias de energia RGE e CEEE Equatorial, responsáveis pelo fornecimento elétrico na maior parte do estado.
A nota da RGE na íntegra:
O que pode ter influenciado no valor da sua conta de energia neste inverno? RGE explica
São Leopoldo, 20 de agosto de 2025 – É comum que, em períodos de temperaturas extremas — tanto nos dias mais frios quanto nos mais quentes — o consumo médio de energia nas residências sofra alterações. Isso acontece, principalmente, pelo uso mais frequente de eletrodomésticos como aquecedores, chuveiros elétricos, ventiladores, ar-condicionado e até geladeiras, que precisam trabalhar mais para manter a temperatura ideal.
A RGE esclarece que esse cenário pode ser resultado de uma combinação de fatores típicos da estação. Além do aumento natural no consumo, também impactam o valor da fatura a aplicação da bandeira tarifária vermelha e o reajuste anual autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Desde julho, está em vigor a bandeira vermelha, que representa um custo adicional de R$ 6,00 a cada 100 kW/h consumidos. Em agosto, essa sinalização alcançou o patamar 2, com custo adicional ainda mais elevado (R$ 7,87 a cada 100 kW/h). Essa determinação, aplicada nacionalmente, indica que a geração de energia está mais cara no país e é feita pela Aneel, órgão regulador de todas as distribuidoras de energia elétrica no Brasil.
Em 19 de junho, entrou em vigor o reajuste tarifário da RGE, aprovado pela Aneel. O índice médio aplicado para consumidores residenciais foi de 12,39%.
Como entender sua fatura: A conta de luz traz o histórico de consumo dos últimos 12 meses, permitindo ao cliente comparar os períodos e verificar se houve aumento no uso de energia. Mudanças de hábito durante o inverno — como banhos mais longos e uso prolongado de aquecedores — podem gerar variações significativas no valor final.
Geração Distribuída no inverno: Para os clientes que possuem sistemas de geração distribuída, como painéis fotovoltaicos, o inverno também pode impactar o valor da fatura. Dias mais curtos, maior nebulosidade e temperaturas mais baixas reduzem a capacidade de geração solar, ao mesmo tempo em que o consumo residencial aumenta.
A RGE orienta que os consumidores façam a limpeza periódica das placas fotovoltaicas — especialmente após períodos de chuva, vento ou acúmulo de poeira e fuligem — para manter o desempenho do sistema. É importante também acompanhar regularmente o histórico de geração e consumo, para identificar variações que possam afetar o saldo de créditos de energia.
Atendimento e orientação: A RGE segue à disposição dos consumidores em seus canais digitais, como o aplicativo CPFL Energia, o site www.rge-rs.com.br, WhatsApp: (51) 9 9955.0002 e a central telefônica gratuita: 0800 970 0900.