O PIB (produto interno bruto, tudo o que o país produz) do Brasil cresceu 2,3% no ano passado (2025), reduzindo o ritmo que vinha acontecendo nos 4 anos anteriores. O excessivo gasto governamental, que faz com que a taxa de juros esteja elevada para conter a inflação, são os 2 indutores principais dessa redução do crescimento econômico. Embora positivo, isso é preocupante pois a média de crescimento nos últimos 10 anos é muito baixa, próxima a somente 1% ao ano, nível muito baixo para as aspirações de um povo que clama por melhor e maior renda.

O principal setor econômico de crescimento foi o AGRO, com 11,7%, frente a uma redução de 3,7 em 2024. A indústria cresceu 1,4%, os serviços 1,8%, o consumo das famílias 1,3%, o investimento 2,9%, as exportações cresceram 6,2 e as importações 4,5%.
Os países desenvolvidos e também o Brasil possuem suas economias alicerçadas mais na indústria e nos serviços, sendo que o AGRO representa somente 8,54% do PIB do Brasil. Assim, isso também é um pouco preocupante pois o crescimento da indústria e dos serviços foi muito baixo.
Acredito que os principais fatores para esse relativo baixo crescimento são:
– Taxa de juros elevada;
– Excessivos gastos dos governos;
– Baixa produtividade do trabalho;
– Custo Brasil;
– Excessiva carga tributária.
Todos esses fatores tem uma participação direta dos governos pois há uma sobrecarga de impostos e a população acaba consumindo pouco e também pouco se consegue agregar em investimentos produtivos.
“O fôlego está acabando.”
Baxos crescimentos diminuem as chances de redução da pobreza e da desigualdade. Nos últimos 15 anos, as taxas de crescimento do Brasil foram muito baixas e ainda tivemos os piores anos de toda história (sem pandemia) em 2015 e 2016, governo PT da Dilma Roussef que, juntos fecharam quase 7% negativos.
As minhas previsões para o crescimento desse ano de 2026 é de que o PIB cresça menos ainda que em 2025. Estimo que, se positivo, ficará na faixa de 1 a 1,5% no máximo. Tende a não chegar a 2%.
Isso, novamente, faz com que haja baixa possibilidade de ganhos substanciais estruturantes para a população brasileira. Incertezas como a guerra Israel/EUA-Irã, falta de combustíveis, guerra Rússia-Ucrânia, tarifaços nunca são bem-vindas nas economias. Isso impede investimentos e solidez empresarial, fatores dos mais importantes para o crescimento econômico das nações.
Mais importante seria o governo incentivar políticas públicas e privadas mais fortes de investimento em empresas, aumentando a produtividade, reduzindo os juros via redução de gastos governamentais, reduzindo o custo brasil e reduzindo impostos. Reduzir impostos só quando interessa ao governante, não adianta.
O Brasil precisa de líderes que conduzam à nação à prosperidade. Para isso, redução de gastos governamentais para baixar a taxa de juros (que está muito alta), políticas para inovação e incentivo a empresas crescerem, redução de impostos estruturantes, redução do custo Brasil seriam necessários. Pouco se vê isso nas políticas públicas do Brasil, infelizmente.
Pense nisso e sucesso.
Adelgides Stefenon é economista, mestre em marketing, consultor nacional e internacional, professor universitário por 25 anos e proprietário da Prestige Imóveis Especiais.