Desde 2006 o dia 21 de março ganhou novo significado. A data é para lembrar a trissomia do cromossomo 21, conhecida como Síndrome de Down, que atinge cerca de 300 mil indivíduos. São crianças e adultos que merecem respeito, garantia de direitos e oportunidades. São pessoas com algumas limitações, e muitas potencialidades e é para auxiliar na inclusão deles que a Associação Integrada ao Desenvolvimento Down (AIDD) existe em Bento Gonçalves há nove anos.

A alteração genética tem características físicas e pode trazer comprometimentos na fala e no aprendizado desde a infância. Estima-se que, todos os anos, para cada 700 crianças no Brasil, uma nasça com a síndrome. A AIDD realiza atualmente 14 atendimentos regulares, entretanto há mais de 40 pessoas cadastradas para receber os serviços. “São crianças, adolescentes e adultos contemplados com psicopedagogia, psicomotricidade, fonoaudiologia, psicologia e encontro dos jovens e pais para oficinas. Esse trabalho que é realizado na Associação diariamente mostra, tanto para os responsáveis, quanto para eles que é possível manter uma vida normal, ativa e de trabalho como de qualquer outra pessoa”, comenta a fonoaudióloga Andreize Mortari.

Inclusão social faz a diferença na vida das pessoas com Síndrome de Down. O acolhimento da sociedade é importante para a autoestima delas, reduz as chances de depressão e facilita a transição entre a infância e a vida adulta. Onivia Soranzo, mãe e vice-presidente da entidade garante que colocar a filha em atividades do dia a dia que são feitas por outras pessoas que não possuem a síndrome faz com que seja mais independente. “Ela vai à escola regular e percebo que esse contato com os colegas faz com que ela evolua a cada dia”, comenta.

Ao contrário do que muitos acreditam, a Síndrome de Down não pode ser classificada em níveis, já que só existe um diagnóstico, obtido por meio de um exame de cariótipo, que é a presença ou não da disfunção cromossômica.

De acordo com a coordenadora da entidade, Andreia Abreu Leal, cada pessoa portadora de Síndrome de Down é única, e deve ser vista com suas próprias particularidades. “Eles possuem os mesmo sentimentos, desejos, predileções, hobby, inseguranças, humor, gostos e sonhos que todos os outros seres humanos. Eles sentem como todos, apenas precisam ser orientados em algumas situações quanto à forma e o momento de manifestarem suas vontades. E isso conseguimos mostrar e ensinar na Associação”, garante.

Onivia salienta que mostrar para os pais o quanto seus filhos podem estar dentro da sociedade e não “escondidos” em casa é o mais importante. “A maior limitação ainda é o preconceito, e não pode ser por medo que eles devem ficar isolados. Precisamos trazê-los para cinemas, escolas, lojas, comércio, tanto como visitantes como trabalhadores que podem ser. Inclusive estamos buscando parcerias para programas de inclusão dos nossos pequenos”, finaliza.

AIDD
A Associação Integrada ao Desenvolvimento Down (AIDD) é uma sociedade civil, de caráter informativo, educativo e cultural sem fins lucrativos. Tem como propósito incluir as pessoas com down, seus pais, familiares, amigos, profissionais e sociedade em geral.

A missão: Promover o desenvolvimento integral da pessoa com down nos aspectos físico, intelectual, afetivo e ético, buscando sua inclusão na sociedade.

Forma de atuação: A AIDD atua por meio do atendimento especializado de pessoas com síndrome de down, orienta e apoia familiares, acompanha e realiza intervenções, bem como promove ações que visam o desenvolvimento integral do indivíduo favorecendo o processo de inclusão social.

Como ajudar:
Depósito Branco do Banrisul
Agência: 0130
Conta: 061762090-5

Leia mais na edição impressa do Jornal Semanário, desta quarta-feira, 22 de março de 2017.