Pela segunda semana consecutiva, o Gabinete de Crise do governo do Rio Grande do Sul emitiu novo alerta para todas as regiões, em razão do aumento de casos e óbitos provocados pela covid-19. Todas as 21 regiões do Sistema 3As de monitoramento alcançaram o maior nível de incidência semanal, indicado o risco em todo o estado.

De acordo com o levantamento da Secretaria Estadual da Saúde (SES) somente em janeiro, mais de 315 mil casos de covid-19 foram confirmados no Rio Grande do Sul. O número é 35% maior do que o registrado no pico da pandemia, em março do ano passado. Em números populacionais, a quantidade de pessoas infectadas no mês passado equivale a 3% da população gaúcha.

A elevação também é sentida nos óbitos. Enquanto no final do ano passado, o número de mortes provocadas pela covid-19 chegava a 35 por semana, em janeiro, mais precisamente, na última semana, a média de mortes chegou a 232 no estado. Com a elevação, a taxa de mortalidade semanal se iguala aos níveis registrados em agosto passado.

Mesmo com os números em elevação, os efeitos da vacinação mostram que o número de mortes acabou sendo freado. Em janeiro foram 412 vítimas. Conforme o governo do RS, a imunização sobre as faixas etárias a partir de cinco anos, incluindo dose de reforço, tem se mostrado fundamental para reduzir a proporção de casos graves.

Ocupação de leitos clínicos e de UTI também sofre elevação

Com a predominância da variante Ômicron no Rio Grande do Sul, a ocupação de leitos clínicos também aumentou nos últimos 30 dias. Passou de 269 para mais de 1,7 mil, entre confirmados e suspeitos. Esse ciclo de elevação só não é maior que a variação e velocidade do ciclo registrado em março de 2021. O número de ocupação dos leitos de UTIs em todo o Estado passou de 243 para 639 pacientes, entre suspeitos e confirmados. Com isso, a ocupação passou de 48,5% para 61% ao longo do mês, também com índices semelhantes aos de agosto de 2021. 

Em transmissão pelas redes sociais, o governador Eduardo Leite pediu a compreensão da população gaúcha que, mesmo que a ocupação de leitos não acompanhe o número de casos, há aumento da pressão sobre a capacidade de atendimento hospitalar, com necessidade de ações para frear o contágio. “Estamos trabalhando com as regiões para que a fiscalização do cumprimento de protocolos seja intensificada, para que adotem medidas que possam frear o alto contágio”, afirma.

Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini