VIDA QUE VIVEMOS

O Ministro Nunes Marques tomou posse no Supremo Tribunal Eleitoral. Na sua posse, seguida de jantar de gala, Michele Bolsonaro abraçou, e foi abraçada PELO Ministro do Supremo Alexandre de Moraes, “algoz” de seu marido Ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula entrou no salão de mãos dadas com a Ministra Carmem Lúcia. Depois, pagode com Lula sendo protagonista. Do outro lado do mundo político a revelação de que o pré-candidato a Presidente Flávio Bolsonaro recebeu 61 milhões do “amigaozão” Daniel Vorcaro, Presidente do Master, “para fazer um filme sobre a vida do pai”, Jair, ex-presidente, com o qual, se fala, gastou mais de 130 milhões, derivados de fundos de investimentos. “Não tem crime nisso, como tem crime nos demais envolvimentos com Vorcaro”, disse Flávio que defendeu a CPI do grupo Master no Congresso, que foi negada. O maior crime, se é que houve outros, de Flávio, é político, ao negar, no início, ter recebido o dinheiro e, depois, sustentar que a ação foi de boa fé em torno de agradar o pai. Nunes Marques disse, mesmo antes de assumir, que é favorável as urnas eletrônicas, teria Michele, no abraço, demonstrado, de forma afetiva, gratidão a Alexandre, por ter colocado o marido em prisão domiciliar e investido, através do gesto, para que fosse mantido nela, no futuro? E a Ministra Carmem, de mãos dadas com o Presidente, cadê a isenção e dignidade do cargo? E o Presidente LULA, ensaiando dança pagode na “festa” do Supremo. Onde ficam os preceitos de respeito e postura coerente com o cargo?

O EFEITO FLÁVIO

Dois bilhões, meu deus, dois bilhões foi o dinheiro que o pai de Daniel Vorcaro, meu tocaio Henrique, “escondeu” a pedido do filho, dinheiro oriundo de negócios e ações criminosas que ocasionaram um prejuízo de 47 BILHÕES de reais. Mas, vamos ao Flávio, que pintava como “bom moço”, com apoio de partidos da elite política brasileira de direita, cujo objetivo era não só ganhar a eleição a Presidente, como também fazer a maioria de Senadores, Deputados Federais, Deputados Estaduais, Governadores e Prefeitos. Sua ação “pedinte” ao “bandido da nação” Vorcaro maculou todos os candidatos de seu partido, correligionários e eleitores que, nas pesquisas de opinião, o elevaram a expectativa até de ganhar a eleição presidencial. Como refletirá na carreira política do Deputado Pasin, cujo PP apoia Zucco que é do PL, partido de Bolsonaro? Como refletirá na carreira política e na campanha para Deputado Federal, de Diogo Siqueira que deixou o PSDB e foi para o PL de Bolsonaro? Conhecemos de perto o valor moral de nossos dois candidatos, mas, tomara que não aconteça, a prejuízo deles, a evasão de votos pelo desencanto em relação a Bolsonaro. ZEMMA e CAIADO, candidatos da direita também a Presidente, nesta quinta, de forma pública, condenaram Flávio assumindo agora uma posição de “centro”, doravante teremos então, no palanque, LULA da esquerda, Flávio da direita e Caiado e Zemma do centro-direita. Pontos para LULA, as pesquisas refletirão essa divisão. “Campeia”, usando expressão gauchesca, pesar sobre a classe política e seguidores de Bolsonaro. Irá Bolsonaro para o “matar ou morrer” seguindo a diretriz “fica frio”, do pai JAIR? Quem além de MICHELE aceitará substituí-lo como candidata presidencial, se ele resolver desistir, nem Zemma, nem Caiado, que já execraram Flávio vão aceitar substituí-lo. E, se houver desistência, só restará a Michele colocar a serviço público seus princípios, sua força moral e sua liderança, já demonstradas e abafadas, para salvar, enfrentando Lula, a dignidade do clã dos Bolsonaro. Como é duro ver que os políticos de conduta ilibada tem que ficar ocultos para não serem confundidos diante dos que maculam, com gestos, ações e omissões, a construção do bem público, leia-se construção humana.

ATOS CRIMINOSOS COVARDES

Estou duplamente indignado, também pelos atos criminosos e covardes daquela mulher que, em Porto Alegre, matou, a golpe de picareta na cabeça, um cachorro que estava sob sua guarda. Ela foi presa e solta. Depois descobriram que ela tinha, sob severos maus tratos, outros 20 cachorros, galinhas e até um cavalo. Prenderam ela de novo, desta vez, preventivamente. Certamente os animais foram recolhidos e tratados. O que leva um ser humano proceder desta maneira em tempos em que, até virou moda, estabelecimentos comerciais colocarem, na porta, potes com água para os TOTIS, no passeio, matarem a sede? Fique vigilante, denuncie, sem perdão, quem maltrata os indefesos animais. Mesmo que a burocracia da justiça demore em trancafia-los na cadeia.

VIDA VIVIDA

Carteira de piloto não chegou, dia de incorporar e lá fui eu, soldado 1037 a serviço da Pátria. No tempo que fiquei lá, 47 dias, foram só travessuras, doces só a comidinha da mamãe em casa, de forma clandestina. Coturno, farda nova, boné, bah, não me caia bem, muito menos aquele pesado fuzil. Vou matar quem, se quando tem uma mosca dentro de casa, abro a janela para ela fugir? O “monta e desmonta” me foi imposto. A “raiva” oculta me fazia desmontá-lo com facilidade e, a má vontade, me trazia dificuldades em montá-lo, sobrava peças, aí entrava em cena o Sargento Rodrigues, que dizia “é assim, assim e assim, pronto, está montado”, e eu pensava “consegui”. No dia seguinte, tudo de novo. O Sargento me lembra o meu avô que dizia “a estrebaria só vai estar limpa quando tu chegar à conclusão que dormiria ali”. O Sargento acho que pensava “o fuzil vai estar bem montado, lubrificado, quando tu chegar à conclusão de estar pronto para matar o inimigo”. Matar eu? Que inimigo, se os inimigos do povo estão lá em Brasília e sem arma eu não consigo combatê-los? Bem, eu não me lembro de ter montado meu fuzil, mas que estava sempre bem lustrinho tava e, pronto para alguém usar, tava. O Sgt. Rodrigues deve ter chegado à conclusão de que “esse aí não vai matar ninguém” e então me colocou como auxiliar de cozinheiro “figuras também importantes numa guerra”. Todos os dias eu servia “carne de panela, arroz, feijão, legumes” com a turma na fila de espera cantando “feijão, feijão, feijão, era só feijão, feijão!”. Queriam o que, casa, comida e roupa lavada, reclamar do feijão? Na hora da carne, eles suplicavam por mais um pedaço e eu dava, fazia benemerência, afinal o que sobrava era distribuído nas vilas carentes, então porque não alimentar melhor, mais de uma concha, os valorosos soldados que “sabiam montar fuzil”? Chegou a hora das marchas, 5, 10, 15 quilômetros, as mais longas com acampamento nas “selvas” do Rio das Antas. Afinal não basta os soldados saber montar fuzil, atirar, precisava também estar em forma, saber sobreviver em terrenos e circunstâncias adversas. Esse não era o meu caso, “eu ia ser reserva da força área brasileira”. Então os soldados saiam da concentração e subiam a rampa em direção a saída principal. Eu ia junto, mas uma “voz oculta” me dizia “virar à direita!”. E eu virava em direção ao alojamento. Nunca ninguém me atacou, em nenhuma das três marchas. Trocava a roupa militar pela civil e, pelos trilhos, vinha pra casa da mamãe até a volta da marcha. Todas as noites os soldados iam dormir cedo e eu ia bater papo com o Cabo Galvão, agente noturno responsável pelo plantão noturno do escritório dos vigias escalados. Falávamos de tudo um pouco e, diante de nossos papos amigáveis, ele me deu uma dica. “O sonho de todo o soldado que incorporou e vai ficar no exército é ter um fardamento novo. Tu troca o teu por um velho, passa na guarda, faz continência, sobe ao ônibus e vai almoçar em casa. Soldado velho depois de 30 dias eles não dão bola, vão pensar que tu é soldado velho e não vão te barrar”. Dito e feito, todos os dias, a partir de então, eu almoçava em casa, com um detalhe, a cadeia do quartel ficava junto a guarda, na saída. E lá estava preso, com prisão “perpétua” de tanto que ofendera, com palavras de baixo calão, os oficiais superiores, o GILBERTO PASETO (GILBERTO TIM). Ele me pedia, todos os dias, para que eu lhe trouxesse revistas do TIO PATINHAS e PATO DONALD. E eu levava pra ele. TIM acabou sendo preparador físico do INTER e da Seleção Brasileira. Um dia, em conversa com o Cabo Galvão descobri que havia uma lista de faltas das marchas e que “os faltantes seriam punidos”. Pedi licença para ir ao banheiro e fui espiar a lista, lá estava o 1037. Armamos então, os envolvidos, a operação “ROUBO DA LISTA”, que foi bem sucedida. O plano era o seguinte: eu distraio o Cabo Galvão com meus papos, peço licença para ir ao banheiro, destranco a janela dos fundos. Um de vocês, a quadrilha era de três, um ficava vigiando se não vinha a “patrulha”, o outro entrava e roubava as faltas. Deu tudo certo, sumiram as faltas, o Batalhão ficou em polvorosa, fizeram inquérito, constataram a janela aberta e isentaram de culpa o Cabo Galvão. O assunto morreu aí, provas não foram coletadas e delações estilo Brasília não foram feitas. Minha filosofia era “TUDO JUSTIFICA NA ESPERA DE MINHA CARTEIRA DE PILOTO”. Mas me pegaram em outro lance. Os soldados recrutas tinham que ficar “de serviço” nos fins de semana. Eu fui escalado, tinha um baile no Clube Aliança então eu pedi a um soldado amigo, que não ia pra casa, que ficasse no meu lugar, quando vinha o Sargento Patrulha e perguntasse “soldado número”? bastava ele responder 1037. Ele deu a outro soldado a missão de substituí-lo. Quando ele perguntou o número ao invés de dar o meu número o “panocha” deu o número dele. Fomos todos enquadrados com punição: “30 dias sem sair do quartel nos próximos fins de semana”. Entre os punidos quem estava? GILBERTO TIM, eu cobrei dele o favor das revistinhas, ele retribuiu colocando outro no lugar dele que deveria ter me substituído. “No more revistinhas”. Antes de começar a punição, ao examinar a correspondência, no almoço da mamãe, lá estava a CARTEIRA DE PILOTO PRIVADO”. Armei então o “PLANO DE BAIXA”. Acabou o espaço conto pra vocês semana que vem. BOM FINDI. Lembrem, estou com comentário na Rainha FM 90.9, diariamente, às 7H45, por um BRASIL MELHOR!