Sexta-feira, 14 de Agosto de 2026

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Carlos Decotelli deixa Ministério da Educação

Nomeado no dia 25 de junho, professor se envolveu em polêmicas após apresentar incoerências no seu currículo, como, por exemplo, conclusão de etapas de doutorado e pós-doutorado, desmentidas pelas instituições educacionais

O professor Carlos Decotelli entregou ao presidente Jair Bolsonaro, sua carta de demissão do cargo de ministro da Educação nesta terça-feira, 30. Ele foi nomeado no dia 25 de junho para ocupar o lugar do então ministro Abraham Weintraub. No entanto, após incoerências em seu currículo, como, por exemplo conclusão de doutorado e pós-doutorado, a permanência de Decotelli ficou insustentável. Agora, Bolsonaro já estuda novos nomes para ocupar a pasta.

A posse do então ministro estava marcada para esta terça-feira, 30, e havia sido adiada ainda ontem. Após as incoerências, Decotelli chegou a alterar o próprio currículo na plataforma Lattes após as contestações. Entre as informações, o professor havia informado que era bacharel em Ciências Econômicas pela UERJ, Mestre pela FGV, Doutor pela Universidade de Rosário, Argentina e Pós-Doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha.

No entanto, logo após a nomeação, o reitor da Universidade Nacional de Rosario, da Argentina, negou que Decotelli tenha obtido o título. Em seguida, a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, informou que o então ministro não possuía o título de pós-doutor e que apenas tinha realizado pesquisa de três meses na instituição.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) também emitiu nota negando que Decotelli tenha sido professor de qualquer escolas da fundação. A instituição também apura suspeita de plágio em dissertação feita por Decotelli para a conclusão de curso de mestrado.

Foto: Reprodução Redes Sociais

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