Segundo interlocutores, senador teria deixado o Brasil na segunda-feira (26), após decisão judicial sobre seus passaportes. Polícia Federal cancelou documento brasileiro e emitiu alerta para as fronteiras
Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) afirmam que o senador está a caminho dos Estados Unidos. Segundo esses interlocutores, o voo deve chegar ao destino nas próximas horas. Até o momento, o trajeto exato do parlamentar não está confirmado.
De acordo com os relatos, a viagem teria sido organizada por um advogado próximo à família Bolsonaro. Os aliados afirmam que Flávio está incomunicável e que a decisão de deixar o país teria sido tomada na segunda-feira (26), após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinar o recolhimento dos passaportes brasileiro e italiano do senador. O coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho, negou inicialmente que ele tivesse deixado o Brasil.
Passaportes
Nesta terça-feira (27), a Polícia Federal (PF) cancelou o passaporte brasileiro de Flávio após o descumprimento da determinação judicial. O documento italiano, porém, continua válido. A PF também emitiu um alerta para monitorar as fronteiras e verificar se o senador havia saído do país.
Segundo a versão apresentada pelos aliados, Flávio teria viajado a partir da Argentina, mas não pelo município de Puerto Iguazú. O nome do senador constava na lista de passageiros de um avião executivo Gulfstream que estava previsto para partir do local, mas a aeronave não decolou. O governo argentino, presidido por Javier Milei, informou não ter registro da entrada do parlamentar no país.
Os interlocutores afirmam que a inclusão do nome de Flávio na lista de passageiros teria servido para desviar a atenção e que ele teria embarcado em outro ponto da Argentina. Não há confirmação independente sobre o trajeto relatado.
Investigações
Flávio Bolsonaro não reconheceu publicamente a derrota eleitoral para Lula, mas desistiu de protocolar uma ação para pedir a anulação da eleição com base na extensão do horário de votação no domingo (25). A prorrogação de duas horas foi determinada pela Justiça Eleitoral devido à falta de ônibus em diversas cidades. Segundo as informações citadas no relato, 0,03% dos votos foram registrados durante o período adicional.
O senador é investigado em duas ações criminais, sob suspeita de lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados ao caso do Banco Master e a desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Os aliados ouvidos não souberam informar o destino final do parlamentar. Uma das possibilidades mencionadas é que ele siga para a Flórida, nos Estados Unidos, onde está seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado que vive no país desde 2025 e foi condenado à prisão pelo Supremo, conforme o relato.
Informações: Folha de S. Paulo
Foto: Agência Brasil




