Quinta-feira, 22 de Outubro de 2026

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Vinosul preserva a fé em Nossa Senhora do Rosário de Pompéia com festividades

A fé e a tradição reuniram moradores e devotos na 116ª Festa em Honra a Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, realizada no domingo, 18, no bairro Vinosul, em Bento Gonçalves. A programação contou com missa às 11h, almoço festivo e rifa com prêmios.

A celebração religiosa foi conduzida pelo padre Sérgio Tonet, que ressaltou a importância da devoção mariana para os católicos e o papel da comunidade na preservação dessa tradição. Segundo ele, a fé em Nossa Senhora representa uma relação de acolhimento e proteção, inspirada na figura de Maria como mãe de Jesus e, por extensão, dos fiéis.

Tradição

A história da comunidade tem como marco o ano de 1910, quando moradores se mobilizaram para construir a capela. Conforme a catequista e integrante da igreja Silvana Maria Romagna, os próprios habitantes participaram da fabricação dos tijolos, produzidos na olaria da família Marcatto, que não existe mais.

Comunidade reunida na 116ª Festa em Honra a Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, no último domingo, 18

A devoção a Nossa Senhora do Rosário de Pompéia foi trazida pelos imigrantes italianos, especialmente por famílias vindas da região do Vêneto. Antes da construção da capela, os moradores já mantinham a prática religiosa em um pequeno capitel. A Igreja, data de 1928, e outros elementos históricos dela, incluindo dois quadros, vieram da Itália.

A construção e a organização do espaço religioso foram resultado do esforço coletivo. Segundo Silvana, os bancos foram adquiridos com contribuições mensais dos moradores, enquanto imagens de santos chegaram por meio de doações e da mobilização de associações comunitárias. A participação também se manifestava na oração do terço, realizada diariamente e conduzida por integrantes de famílias tradicionais da localidade.

Fé e trabalho voluntário

Nascida na comunidade, Cléia Brandelli mantém a devoção a Nossa Senhora desde a infância. Mesmo depois de se casar e passar a morar no 8 da Graciema, ela continua participando das atividades religiosas e colaborando com os trabalhos da igreja.

Cléia conta que a fé faz parte da história de sua família e ressalta a importância da oração. Entre os pedidos feitos à santa, estão saúde e paz mundial. Além da participação nas celebrações, ela também auxilia na limpeza da igreja e na organização das festividades, junto a outras integrantes da comunidade, como Neiva Frare.

Silvana Maria Romagna e Cléia Brandelli se dedicam na organização das festividades, junto a outras integrantes da comunidade

O trabalho voluntário é parte essencial da preparação da festa, que mobiliza moradores durante vários dias. Para o presidente da comunidade e um dos organizadores do evento, Lasie Batisti, o envolvimento coletivo é fundamental para manter a tradição.

Resultados e mudanças

Ao avaliar a edição deste ano, Batisti considerou que o resultado correspondeu às expectativas da organização. Ele ressaltou, porém, as dificuldades enfrentadas para vender ingressos e reunir voluntários suficientes para a realização do almoço no formato tradicional.

Segundo o presidente, a falta de pessoas para atuar no serviço de mesa levou a comunidade a recorrer ao sistema de buffet, alternativa que facilita a organização e oferece mais comodidade aos participantes.

Apesar das mudanças, Batisti enfatizou a participação dos moradores e a satisfação em trabalhar na preparação do evento, que envolveu atividades desde sexta-feira. Para ele, a festa vai além do encontro social e representa uma oportunidade de fortalecer a fé, a oração e os laços comunitários.

Os organizadores, Jean e Paula dos Santos, com o filho Lucas; Vanderlei e Vilma Casanova; Rosane e Lasie Batisti; Mylena e Emerson Casanova

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