ADEUS VALNEI
Valnei Fiorin, que estava lá, na distante Belo Horizonte, tendo no sangue o MOBILIÁRIO, nos deixou. Aqui em Bento foi um ícone do setor onde repousa, fundamentalmente, nossa economia. De Gestor da Móveis Sperotto, emergiu para a liderança moveleira presidindo o SINDMÓVEIS e a SEGUNDA MOSTRA DO MOBILIÁRIO, traduzida hoje na MOVELSUL. Deixou registrada, num livro, A EVOLUÇÃO DO MOBILIÁRIO – A TRAJETÓRIA DE MEIO SÉCULO, o surgimento, desenvolvimento, e importância do setor moveleiro para Bento Gonçalves. Era meu amigo de convivência significativa. Gostava nele a humildade, a cordialidade, e a disposição de estar sempre solidário. Traço de sua personalidade era o fato de que suas palavras eram sempre precedidas de um olhar marcante e de um sorriso envolvente. Tivemos convivências familiares juntos, jantares, acampamentos, me veio à mente um jantar que iniciou às 19 horas e foi concluído às 08 do dia seguinte com o café da manhã no apartamento do Nelton Callegari presença também de Ivan Toniazzi. Nele, o VALNEI introduziu um ARRIBA – ABAJO – AL CENTRO e ALADENTRO, erguíamos as taças de vinho e mandávamos ver a noite toda. Me vem à mente um outro jantar na casa dele, em determinado momento o vinho era escasso, então lançamos mão da coleção de vinhos, dispostos numa estante na sala de visitas. Valnei não gostou muito, deve ter pensado que, com o ARRIBA, sua coleção vinícola sofreria um sério desfalque, aí então o jantar acabou cedo, lá pelas duas da madrugada. Eram assim os relacionamentos, saudáveis, construtivos, desprovidos de interesses a não ser pela solidariedade humana, pelo progresso de Bento. Lá de Minas, Valnei sinalizava que era leitor desta coluna e que seu coração estava, constantemente, palpitando por Bento.

A MORTE DE ISABELLE
A morte da linda e sensual Isabelle Caracristi, 22 anos, filha de professora universitária, funcionária de um escritório de advocacia, em Fortaleza, emocionou o país. Ela se envolveu emocionalmente com João Munhoz, 34 anos, acadêmico de direito e atuante no local de trabalho. Morava junto com ele, ciumento e possessivo, tinha com ela uma relação tóxica, inclusive com cerceamento da liberdade de ir e vir, a tal ponto que a induziu ao suicídio. Ela se atirou (a polícia investiga) do alto dos 23 andares do edifício em que morava com ele. Na queda teve uma perna decepada. A mãe do rapaz não queria que ele tivesse relacionamento com a menina e a mãe dela, diante do quadro psicológico da filha também não queria. Como o amor “tem razões que a própria razão desconhece”, afirmou um poeta, foi se sustentando até a morte. Sabedor do fato, Munhoz foi até o apartamento, alegou a busca de pertences, na verdade queria o celular da menina, convenceu o zelador a procurar no lixo, ele poderia incriminá-lo. Não conseguiu encontrar, pois estava no bolso da namorada morta que, nele, havia alertado a mãe “se me acontecer alguma coisa, leia as mensagens do meu celular”. A polícia concluiu que ela não foi atirada, se atirou.
UM CASO SEMELHANTE
Aconteceu aqui em Bento, com uma menina, próxima de mim, casada e com duas filhas. Ganhando relativamente bem, ela pagava a Faculdade do marido que cursava direito. Em determinado momento ele conseguiu estágio num escritório de advocacia onde se envolveu com a secretária com quem manteve um relacionamento e para quem ele chegou a comprar um apartamento, deixando a própria família morando num porão de chão batido, de favor, na casa da tia da esposa, que também era uma pessoa próxima de mim. Até o dia em que ela descobriu a relação, o que ela fez então? Transtornada, foi até o Rio das Antas e no lado direito da ponte tentou pôr fim à vida, jogando-se no Rio. Com o impacto da água fria, ela se arrependeu, agarrou-se à vegetação e conseguiu, arrependida, salvar-se.
A SEGUNDA TENTATIVA
Uma semana depois, com a ideia fixa de pôr fim à vida, ela voltou para a ponte, subiu lá no arco da esquerda, certamente convicta de que ao saltar de lá, não haveria tempo para arrependimento. Um comerciante a viu lá no alto e a observou, em determinado momento foi até lá a convenceu a desistir da ideia e a hospedou, por uma semana, em sua pousada, quando ouviu toda sua história de vida. Ela voltou pra casa, mas, diante do quadro que persistia, amargurada, retomou a ideia do suicídio. O que ela fez então?
A TERCEIRA TENTATIVA
Com o seu automóvel, era um rudimentar instrumento de trabalho como vendedora, ela foi pro meio do mato e, conectou, com uma mangueira, o cano da descarga ao interior do veículo, a ideia era morrer desta forma, pela inalação do gás carbônico. Mobilizada a busca, inclusive com a ajuda de policiais, ela foi encontrada desfalecida dentro do carro, não morreu porque o carro tinha pouco combustível, o motor apagou e ela não morreu, desfaleceu e caiu num sono profundo até ser encontrada.
A LIBERTAÇÃO
Passou-se um tempo, relativamente longo, veio a notícia, ela havia morrido. Na casa em que morava com as filhas, que naquele momento estavam no colégio, ela sustentou uma corda num caibro do porão-casa, subiu numa cadeira, amarrou a corda no pescoço, com os pés removeu a cadeira e faleceu sufocada. Conseguiu então se libertar de toda amargura que a vida estava lhe trazendo a tal ponto de abandonar a ideia do sofrimento das filhas que sua ausência traria. Como eu fiquei sabendo de todo o drama pessoal da mulher? Ao ser hospedada na pousada, ela contou, ao dono, toda a triste vida vivida e, como eu frequentava o restaurante e era amigo dele, fiquei sabendo de tudo que se passou. A partir da morte, nada mais eu soube, nem do marido e nem das filhas.
O SUICÍDIO
O suicídio é considerado “um grave problema de saúde pública global”, no mundo. Entre os jovens de 15 a 29 anos é a terceira principal causa de morte. Em três décadas, o suicídio mais que dobrou no Brasil. Em 2025, suicidaram-se 38 pessoas por dia. Os registros atuais indicam que temos ainda mais de 30 internações por dia por tentativa de suicídio.
CURTAS E PODEROSAS
- Venda de veículos subiu 22,1% no mês e agosto. Dá para ver nas ruas de Bento e nas áreas de estacionamento. Estamos nos preparando para o futuro?
- Na Suíça, o SALÁRIO POR HORA é de 50,35 Euros; nos EE.UU. de 37,48; na Espanha, 17,50; na França, 15,24; na Itália, 10,52; em Portugal ,8,94 e, no Brasil, 3,10 Euros. O valor do Euro está cotado em torno de R$ 6 reais.
- Acredite, num avião que voava de DUBAI para ISRAEL a agressão, a faca, do co-piloto que queria matar o comandante e queria derrubar o avião, fez a aeronave despencar em menos de dois minutos quatro mil metros. Passageiros, a maioria israelenses, conseguiram dominar o agressor depois que a porta foi aberta pelo comandante, mesmo ferido. Dentre os passageiros, tinha um piloto que assumiu rapidamente o posto, salvando a todos. O avião teve que pousar na Arábia Saudita, os pilotos foram hospitalizados. Segundo algumas fontes, 95% dos acidentes aéreos ocorrem por falha humana ou por ações desta natureza como o que aconteceu no 11 de setembro e que virou filme.
- Brasil tem 1 boi e quase 8 galinhas por habitante, diz levantamento do IBGE. Interessante, quem será que tá com o meu boi e minhas 8 galinhas?
- Depois de limitar a concessão da cidadania italiana, a Primeira Ministra da Itália, Giorgia Meloni, baixou decreto, a ser referendado pelo parlamento, mas já está valendo, proibindo o uso de véus islâmicos no rosto. E também restringe, a 30% por turma, o número de estudantes com pouca proficiência (ler, escrever, ouvir e falar) em italiano.
- O Esportivo está próximo de voltar para a elite do futebol gaúcho. Mas precisa também passar pelo Brasil de Pelotas, um jogo lá, outro aqui. Sábado joga lá, às 19 horas. Será um jogo de superação, muita garra e determinação, enfrentando inclusive fatores extra campo. Um deles? A torcida XAVANTE.




