“Penso, logo existo”, esta célebre frase do filósofo francês, René Descartes, na sua obra Discurso do Método no ano de 1637, parece algo óbvio.
Contudo, nem todo aquele que não pensa, inexiste, bem como, todo aquele que pensa, talvez por “n” motivos não se dá conta de sua própria existência ou ao menos de qual seu propósito na passagem por este mundo.
Na vida, a exemplo da sentença de Descartes, mesmo o que parece óbvio, requer um filtro, que seja mínimo, começando exatamente pelo pensar!
Há menos de cinco dias das eleições majoritárias, entremeio a uma avalanche de presentes de “cavalos de Tróia” eleitoreiros, de uma guerra nada santa de postagens de ditos e não ditos de fakenews, do escândalo de um BANCO (Master) que gostava por demais de jogar com os lacaios do poder, de uma justiça suprema, que parece cambaleante, andando às cegas, a contar pelas decisões ou falta delas, aliada às manifestações ministeriais que se sobrepõem e se contestam num ambiente carregado, cujo ar impuro cheira a impessoalidade e interesse, prova inegável do quanto a insegurança jurídica prejudica a ordem e progresso de um país; nesse cenário, cada eleitor dará seu decisum pelo voto, sendo, aqui sim, legitimamente, juiz, promotor, réu ou vítima de sua própria sentença!
A propósito, seja pela lei, seja por convenções sociais, ou ainda por uma questão de caráter, nem sempre se diz o que se pensa, nem sempre se faz o que se diz e nem sempre se diz o que se fez ou fará…
Entretanto, das sentenças acima, se tratando da vida pública em razão do cargo que se exerce, almeja ou já exerceu, o DIZER e o FAZER SÃO GÊMEOS IDÊNTICOS e a COERÊNCIA é o seu ESPELHO, o filtro da comparação, que penso eu, será o existir futuro da nossa nação.
Vamos em frente!




