O primeiro tabuleiro da ponte entre Bento Gonçalves e Cotiporã, no Rio das Antas, foi levado pelas águas na cheia de segunda-feira (21). Além disso, há um deslocamento em outro tabuleiro. Contudo, é necessária uma análise aprofundada de técnicos de ambas as cidades para ter a certeza dos danos.
A estrutura levada pelo rio passaria por reformas nos próximos dias após um deslocamento de cerca de 20 centímetros ainda na cheia de julho de 2026. Contudo, precisou passar por perícia solicitada pelo Tribunal de Conta do Estado (TCE-RS). O custo da recuperação seria de R$ 655 mil.
Cotiporã se manifesta
Diante do novo cenário, a Prefeitura de Cotiporã divulgou uma linha do tempo com as providências adotadas desde os primeiros danos identificados na estrutura. Segundo o município, o processo envolve uma série de etapas técnicas e legais antes da execução de uma obra de recuperação. Entre as medidas já adotadas estão a contratação de projetos, a realização de vistorias técnicas e a contratação para a execução dos serviços de recuperação da estrutura. Paralelamente, foram realizados estudos para avaliar a implantação de uma ponte definitiva. A administração municipal também afirma ter encaminhado ações para a busca de recursos destinados à solução da ligação entre os dois municípios.
Veja a declaração na íntegra:
Perícia paralela
Outro procedimento em andamento é uma perícia técnica independente, solicitada pelo TCE-RS. Conforme a Prefeitura de Cotiporã, o objetivo é esclarecer as causas dos danos registrados na estrutura e preservar as evidências necessárias para a apuração de eventuais responsabilidades. Em manifestação sobre o caso, a Prefeitura destacou que uma obra pública envolve projetos, vistorias, estudos, contratos, recursos, fiscalização e responsabilidades técnicas e legais, não se tratando apenas de uma decisão administrativa para determinar o início dos reparos.
A prioridade, segundo o Executivo, é buscar uma solução considerada segura e definitiva para a ligação entre Cotiporã e Bento Gonçalves.
Com o bloqueio por tempo indeterminado, a rota alternativa é a balsa no Rio Taquari, entre Santa Tereza e São Valentim do Sul, e a BR-470, na Serra das Antas, entre Bento e Veranópolis.




