O Brasil está perdendo oportunidades e mais oportunidades de crescer e se solidificar como país economicamente desenvolvido.
Perdeu o boom das comodities no começo do século;
Perdeu o boom demográfico também no mesmo período onde havia ainda mais gente trabalhando, mais jovens, do que pessoas se aposentando;
Perdeu a oportunidade de trabalhar para que a ALCA (Área de Livre-Comércio das Américas, que foi um projeto de bloco econômico – tipo Mercosul – proposto pelos Estados Unidos em 1994 para unir 34 países das Américas, com exceção de Cuba) fosse implementado, que parou em 2005 por força, principalmente, do Brasil e Argentina.
O país vem olhando pelo retrovisor há muito tempo. Pouca proposta de crescimento e de elevação do padrão de renda, produção e consumo se viu nos últimos 20 anos.



Escrevi já que “esse país já foi do futuro e agora parece que é somente do passado.
Era do futuro na industrialização mas perdemos o bonde da produtividade.
Era do futuro nos serviços mas perdemos o bonde da inovação.
Era do futuro da renda mas perdemos o bonde pela falta de perspectivas.
Era do futuro da estabilidade econômica, mas perdemos o bonde pela SELIC na estratosfera.
Era do futuro pela perspectiva do teto de gastos governamentais, mas perdemos o bonde pelo populismo dos governantes.
Era do futuro pela justiça social, mas perdemos o bonde na fraude no INSS.
Era do futuro por estatais fortes, mas perdemos o bonde por estatais loteadas por cargos públicos e rombos e mais rombos como nos Correios.
Era do futuro por tentarmos combater a violência, mas parece que perdemos a guerra.
Era do futuro na saúde com um SUS onipresente, mas perdemos a guerra pela má gestão e filas e mais filas de brasileiros esperando uma consulta médica.
Era do futuro do saneamento, desculpe, nunca fomos do futuro do saneamento porque muitos governantes tinham a política “do que não aparece não dá votos”.
Era do futuro porque depois de período militar, o povo tomou o poder e a corrupção anda solta por aí.
Era do futuro no agro, mas os preços não subiram como poderiam e as taxas de juros corroeram o incentivo ao produtor de continuar plantando ou criando riquezas na agropecuária.
Era do futuro porque, antigamente, os candidatos a presidente olhavam para frente e apresentavam planos para o futuro. Agora, quase todos só olham para trás.
Esse país acostumou-se a olhar para trás e, agora, é difícil olhar para frente.
Governantes que deveriam ser um facho de luz, são somente um retrovisor que quando projeta luz, projeta para trás.
O Brasil trocou o futuro pelo retrovisor.
Isso precisa mudar.
Precisamos de soluções para o populismo onde políticos só pensam em votos e no curto prazo.
Melhoramos em algumas coisas, mas é pouco para um povo tão sofrido.
Precisamos de uma população que queira gerar emprego e renda, que consiga olhar para frente e inovar, abrir empresas e crescer.
Precisamos de líderes que olhem para frente e conduzam multidões para o amanhã ensinando a pescar.
Chega do Brasil do retrovisor.
Se isso não mudar, o precipício é logo ali.
Pense nisso e sucesso.



