A advogada Bruna Marin anuncia a pré-candidatura a deputada estadual pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e afirma que pretende levar à Assembleia Legislativa pautas relacionadas à proteção das mulheres, às pessoas com deficiência, à assistência social e ao desenvolvimento regional. Em visita ao Semanário, ela também fala sobre a atuação como consultora da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura – Unesco, no programa Família Gaúcha e sobre as demandas que identifica durante viagens pelo Estado. Segundo ela, a experiência no programa, desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado em 93 municípios, permite acompanhar de perto a realidade de famílias em situação de vulnerabilidade. Ela afirma que muitas pessoas permanecem fora do mercado de trabalho por falta de políticas públicas que garantam acesso a creches, escolas e transporte público. “Não é que elas não queiram; elas não conseguem neste momento”, diz ao defender ações que possibilitem a inserção dessas famílias no mercado de trabalho.
A pré-candidata também sustenta que o enfrentamento da escassez de mão de obra depende de medidas integradas entre assistência social e gestão municipal. “Não adianta dizer que falta gente no mercado de trabalho se não houver um sistema municipal que permita que essas pessoas trabalhem”, afirma.
Ao explicar a decisão de ingressar na disputa eleitoral, Bruna afirma que sua trajetória profissional está ligada ao Direito Eleitoral, ao Direito de Família e ao atendimento de mulheres vítimas de violência. Ela cita o Projeto Mais Marias, criado em 2016 em Garibaldi e Carlos Barbosa, que disponibiliza atendimento jurídico voluntário às mulheres por meio da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB.
Segundo ela, a defesa dos direitos das mulheres é uma pauta construída ao longo da atuação profissional. “Não evoluímos no respeito às mulheres. A rede de proteção ainda é muito falha”, avalia.
Bruna relaciona a experiência pessoal às propostas que pretende defender. Mãe de uma criança autista, ela afirma que a inclusão das pessoas com deficiência e o atendimento às famílias atípicas são prioridades. “Tudo o que defendo na minha candidatura é o que eu vivo. Não é apenas uma bandeira de campanha política; é uma bandeira de vida”, declara.
A advogada defende a criação de mecanismos que permitam a contratação de mães atípicas como monitoras escolares de outras crianças com deficiência. Na avaliação dela, a medida contribuiria para ampliar o acesso às escolas e, ao mesmo tempo, gerar renda para essas famílias. “Resolveríamos dois problemas: teríamos a criança na escola e a mãe trabalhando”, afirma.
Ao abordar a realidade de Bento Gonçalves, Bruna afirma que o município precisa ampliar investimentos em equipamentos públicos e melhorar o acesso a recursos estaduais.
A pré-candidata ainda defende maior participação feminina nos espaços de decisão política. Segundo ela, apesar de as mulheres representarem a maioria do eleitorado, ainda há sub-representação nos cargos eletivos. “Eu quero ser essa porta-voz das mulheres, das mães e das pessoas com deficiência, que são extremamente vulneráveis e precisam de políticas públicas diferenciadas”, afirma.





