Esse país já foi do futuro e agora parece que é somente do passado.

Era do futuro na industrialização mas perdemos o bonde da produtividade.

Era do futuro nos serviços mas perdemos o bonde da inovação.

Era do futuro no crescimento e perdemos o bonde do boom das commodities.

Era do futuro da renda mas perdemos o bonde pela falta de perspectivas.

Era do futuro da estabilidade econômica, mas perdemos o bonde pela SELIC na estratosfera.

Era do futuro pela perspectiva do teto de gastos governamentais, mas perdemos o bonde pelo populismo dos governantes.

Era do futuro pela justiça social, mas perdemos o bonde na fraude no INSS.

Era do futuro por estatais fortes, mas perdemos o bonde por estatais loteadas por cargos públicos e rombos e mais rombos como nos Correios.

Era do futuro por melhorias na educação, que até aconteceram, mas foram poucos.

Era do futuro por tentarmos combater a violência, mas parece que perdemos a guerra.

Era do futuro na saúde com um SUS onipresente, mas perdemos a guerra pela má gestão e filas e mais filas de brasileiros esperando uma consulta médica.

Era do futuro do saneamento, desculpe, nunca fomos do futuro do saneamento porque muitos governantes tinham a política “do que não aparece não dá votos”.

Era do futuro porque depois de período militar, o povo tomou o poder e a corrupção anda solta por aí.

Era do futuro porque temos água em abundância, mas o meio ambiente travou tudo.

Era do futuro no agro, mas os preços não subiram como poderiam e as taxas de juros corroeram o incentivo ao produtor de continuar plantando ou criando riquezas na agropecuária.

Era do futuro porque, antigamente, os candidatos a presidente olhavam para frente e apresentavam planos para o futuro. Agora, quase todos só olham para trás.

Esse país acostumou-se a olhar para trás e, agora, é difícil olhar para frente.

Governantes que deveriam ser um facho de luz, são somente um retrovisor que quando projeta luz, projeta para trás.

O Brasil trocou o futuro pelo retrovisor.

Isso precisa mudar.

Precisamos de soluções para o populismo onde políticos só pensam em votos e no curto prazo.

Melhoramos em algumas coisas, mas é pouco para um povo tão sofrido.

Precisamos de uma população que queira gerar emprego e renda, que consiga olhar para frente e inovar, abrir empresas e crescer.

Precisamos de líderes que olhem para frente e conduzam multidões para o amanhã ensinando a pescar.

Chega do Brasil do retrovisor.

Pense nisso e sucesso.

Adelgides Stefenon é economista, mestre em marketing, consultor nacional e internacional, professor universitário por 25 anos e proprietário da Prestige Imóveis Especiais.