A Reforma Tributária já não é uma discussão distante. Ela está em curso, e seus efeitos alcançarão diretamente a vida dos municípios, a forma de arrecadar, de planejar e de entregar serviços à população. Por isso, o Bento+20 dá mais um passo alinhado com a sua missão de pensar o futuro de Bento Gonçalves, e anuncia a formação de um grupo de trabalho para estudar, com profundidade, os impactos da nova lógica tributária sobre as contas do município.
O grupo contará com o apoio da Prefeitura Municipal, através do prefeito Diogo Siqueira e da secretária de finanças, Elisiane Schenato, numa articulação que traduz maturidade institucional e visão de longo prazo. A proposta é reunir advogados, contadores, estudantes universitários e representantes setoriais, de modo a construir uma análise ampla, qualificada e conectada com a realidade local, mas que seja especialmente factível e demonstre, com dados, qual o efetivo impacto da Reforma no município. Não se trata apenas de entender a mudança na legislação, mas sim de identificar quanto Bento pode ganhar ou perder, quais setores serão mais impactados e onde estarão as oportunidades reais de fortalecimento da arrecadação.
Esse é um ponto central. A Reforma Tributárias não produzirá efeitos abstratos, mas irá reorganizar incentivos, alterar fluxos econômicos e redefinir a capacidade de investimento de uma cidade. Se Bento Gonçalves quiser continuar avançando em infraestrutura, saúde, educação, mobilidade e desenvolvimento, precisa se antecipar. Precisa saber, desde já, como proteger sua base econômica e como transformar os novos cenários em mais retorno para o cidadão.
O comitê nasce, portanto, com um propósito claro: produzir conhecimento útil para a tomada de decisões. Em aproximadamente três meses, a expectativa é entregar um estudo consistente, capaz de apontar cenários, riscos e caminhos estratégicos para o município. É uma iniciativa que dialoga diretamente com os objetivos do Bento+20, que sempre defendeu o estudo sério, o planejamento responsável e a construção de projetos que orientem Bento para o amanhã.
Mais do que acompanhar a Reforma Tributária, Bento quer compreendê-la, interpretá-la e agir com inteligência. Esse é o papel de uma cidade que não espera o impacto acontecer para depois reagir. É o papel de uma cidade que escolhe se preparar.