Paulo Vicente Caleffi

Três Gargalos

No dicionário Aurélio gargalo é sinônimo de empecilho. Também é sinônimo da parte estreita de uma garrafa. Daí se diz que os engarrafamentos tem seus gargalos.

O trânsito de uma cidade muitos gargalos o que torna a circulação lenta. Isto ocorre em determinados horários. Contornar os entraves dos gargalos é com análise e planejamento e, se graves, investimentos em infraestrutura são necessários.

Sou avô de quatro crianças estudantes. Minha cidade tem cidadãos com as mesmas características e qualquer um de nós pode analisar problemas que nos são comuns e apresentar soluções.
Temos três grandes colégios particulares: Aparecida, Medianeira e Sagrado. Milhares de alunos estudam nestes estabelecimentos em turnos alternados. Alguns privilegiados estudantes podem ir a pé para o colégio, outros vão em transporte coletivo urbano, desembarcando nas paradas públicas, outros vão de vans que transportam estudantes e uma grande maioria chega nas escolas nos automóveis dos pais, principalmente os pequeninos.

Me aventurei algumas vezes, como avô, para levar os netos. A característica de cada criança é bem distinta: uns querem que o carro os deixe longe da porta de entrada para parecerem mais autônomos; outros aceitam que sejam deixados na garagem do colégio, especialmente nos dias de chuva e tem aqueles que querem que se vá de mão dada até a sala de aula. Confesso que me sinto orgulhoso quando sou “levado” até a sala de aula e o neto enche o peito para dizer: “esse é meu avô!”

Não é hora de papo com a “fessora”, de ver os desenhos do aluno prendidos na parede e puxar papo com amigos pelos corredores. O carro está atrapalhando em algum lugar.

Observei que nalguns carros é somente um condutor e uma criança. O hábito de dar carona não é comum pois cada família tem um costume próprio e as crianças fazem suas exigências.
No Aparecida a entrada do estacionamento pela Rua Ramiro Barcelos fica congestionada pois é estreita, são difíceis as manobras internas e cabem poucos veículos. Já deixei uma lasca do para-lama numa das colunas e reparei que no concreto tem tinta de vários cores, o que me faz deduzir que barbeiragem não é um privilégio só meu. Em algumas ocasiões é disponibilizado outro portão, na Rua José Mário Mônaco, que dá acesso a um pátio enorme com estacionamento. Um controle com cartão magnético de identificação permitiria acessos seguros por ruas diferentes.

No Medianeira são duas entradas: pela Rua General Osório e outra pela Rua Estefania Pasquali e nessa formam-se duas filas. O portão favorece os carros da descida pois a entrada está na mão direita, apesar da curva acentuada já na área da escola. Com duas filas opostas querendo entrar fica um caos.
Se o acesso ao portão for somente na mão que desce e proibido o estacionamento na rua a partir do portão o trânsito fluirá melhor.

No Sagrado o gargalo provoca os maiores engarrafamentos. O acesso pela Rua Guaíba ficou mais complicado com os novos espaços para estacionamento oblíquo na frente do colégio. A rotatória da Oswaldo Aranha não é o acesso ideal. Tem solução se o engarrafamento for deslocado para a Rua Augusto Geisel.

Em qualquer lugar, aqui e no mundo, o melhor é o que se vê nas áreas de chegada de passageiros dos aeroportos: “KISS AND GO”. (beijo e tchau). Não se esqueçam: só um beijo.
Caros pais e cidadãos: atendi o solicitado. Um abraço.

Sobre o autor

Paulo Vicente Caleffi

Paulo Vicente Caleffi

Empresário e cronista do Jornal Semanário.
redacao@jornalsemanario.com.br
www.jornalsemanario.com.br

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