Geral

Seminário do Sitracom-BG mobiliza lideranças

Ranieri Moriggi
Escrito por Ranieri Moriggi

Entidade promoveu debate com lideranças do setor moveleiro e da construção civil

Lideranças sindicais estiveram reunidas na terça-feira, 13, para debater a situação política do país e o financiamento das entidades sindicais. O evento, promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sitracom-BG), buscou esclarecer questionamentos sobre o novo cenário brasileiro. Voltado aos setores moveleiro e da construção civil de todo o país, a discussão sobre os impactos das reformas propostas pelo Governo Federal norteou os debates. Capitaneado pelo presidente Ivo Vailatti, o evento ocorre paralelamente a Movelsul Brasil, com palestras pela manhã e visita à feira durante a tarde.

Conforme a palestrante e assessora jurídica da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário (Contricom), Zilmara Alencar, os sindicatos e entidades trabalhistas precisam se adaptar e encontrar novas alternativas para sobreviver aos impactos causados pela reforma Trabalhista e também a Previdenciária, caso esta seja aprovada. De acordo com Zilmara, a reforma Trabalhista trouxe um impacto tanto na economia, como nas próprias relações de trabalho e, em virtude dessas alterações, as lideranças sindicais precisam estar preparadas para as situações futuras. “Temos que capacitar dirigentes sindicais para esse novo cenário, para que possamos trazer uma pacificação desses conflitos que estão ocorrendo no âmbito trabalhista, mas, acima de tudo trazendo condições adequadas para a saúde e segurança do trabalhador e a manutenção dos seus direitos”, afirma.

Segundo a assessora jurídica, os sindicatos precisarão se reinventar, trazendo para as negociações coletivas as especificidades de cada setor, atividade e ramo produtivo, considerados por Zilmara, o grande desafio do movimento sindical, além de buscar soluções para questões pontuais voltadas ao mercado de trabalho. “No momento em que nós temos uma economia de retração e um percentual muito baixo de trabalhadores com acesso ao seus direitos, essas situações acabam deixando o trabalhador numa situação bastante precária e vulnerável a um trabalho que seja não decente”, pontua.

Conjuntura política

Além dos desafios na área trabalhista, o seminário abordou a conjuntura política do país, principalmente no aspecto eleitoral de 2018. O tema foi abordado pelo assessor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), André Santos. Durante a explanação, Santos destacou que além das eleições que se avizinham, a reforma sindical precisa ser ampliada, a fim englobar e dinamizar os modelos adotados pelo movimento sindical, de forma mais atuante como protagonista da nova dimensão social. “Precisamos avaliar o cenário político para dar esse gancho de atuação no movimento sindical em defesa dos trabalhadores”, explica.

Segundo Santos, o cenário político atual precisa atravessar a esfera de uma eleição presidencial. De acordo com o assessor, quando o período político se aproxima, a tendência é que o foco seja nos cargos mais altos, como presidente da República. No entanto, para ele, é necessário que as bases pensem de maneira ampla, englobando todos os cargos à disposição. “Nós precisamos pensar em um Congresso que seja menos conservador, radical do ponto de vista social. Precisamos trabalhar em conjunto. Não adianta termos um presidente que tenha um olhar diferenciado para uma área social, mas ter um Congresso que não tenha a mesma postura. Isso pode trazer problemas de governança”, afirma.

 

 

Sobre o autor

Ranieri Moriggi

Ranieri Moriggi

geral3@jornalsemanario.com.br

Deixe um comentário