Assunta De Paris

Reflexão para o Natal

Na Palestina, em uma periferia desconhecida do poderoso Império Romano, uma jovem mulher recebe em casa uma visita inesperada e extasiante: um mensageiro de Deus, que lhe traz um convite e espera dela uma resposta.

Maria acolhe, perplexa e com alegria, o dom desse encontro pessoal com o Senhor e, por sua vez, se doa inteiramente a esse projeto ainda desconhecido, pois ela confia plenamente no amor de Deus. Com o seu “Eis-me aqui” generoso e total se coloca decididamente a serviço de Deus e dos outros. Com seu exemplo ela mostra modelo luminoso de aderir à vontade de Deus. Para realizar seus planos, Deus precisa unicamente de pessoas que se entreguem a Ele com toda a humildade e a disponibilidade de uma serva. Maria – autêntica representante da humanidade cujo destino é por ela assumido – com sua atitude abre completamente a caminho para a atividade criadora de Deus. Mas o termo “servo do Senhor” não era só uma expressão que indicava humildade, era também o título de nobreza atribuído aos que prestavam grandes serviços à História da Salvação, como Abraão, Moisés, Davi e os profetas. Assim, utilizando essa mesma expressão, Maria afirma também toda a própria grandeza.

Também nós podemos descobrir a presença de Deus em nossa vida e escutar aquela “palavra” que Ele dirige a nós, para convidar-nos a realizar na história, aqui e agora, a nossa pequena parte do seu grande desígnio de amor.
É uam experiência que nos liberta dos condicionamentos, mas também de sermos autossuficientes; ela faz despontar as nossas melhores energias e muitos recursos que nem imaginávamos possuir, e nos torna finalmente capazes de amar.

Jesus nasce na simplicidade de uma manjedoura e nos enche de alegria e esperança. Maria e José foram para Belém.

O motivo da viagem era o recenseamento exigido pelo imperador. O recenseamento tinha como meta recadastrar a população e saber quanto cada pessoa tinha que pagar de imposto. A cidade estava lotada. Maria e José não encontraram lugar para ficar. Maria, deu à luz a seu filho e deitou em uma majedoura, lugar em que os animais se alimentavam.

Os pastores, pessoas simples e humildes, viviam junto aos animais, eram marginalizados. Deus se aproxima dos pequenos. Esta é a grandeza do Natal. O Deus menino vem ao nosso encontro. O encontro com Jesus nos fascina e nos torna mensageiros da boa nova.

“A TODOS UM FELIZ E ABENÇOADO NATAL”.

Sobre o autor

Assunta De Paris

Assunta De Paris

Historiadora e colunista do Jornal Semanário há 30 anos.
redacao@jornalsemanario.com.br
www.jornalsemanario.com.br

Deixe um comentário