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Dois casos de H1N1 são registrados em Bento

Lucas Araldi
Escrito por Lucas Araldi

Pacientes, entre eles uma criança, estão há mais de 10 dias no Hospital Tacchini e apresentam reação à doença

Dois registros da gripe H1N1 foram identificados no plantão do Hospital Tacchini no início deste mês. Um dos casos ainda está sendo tratado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De acordo com informações de uma das médicas infectologistas do hospital, as situações estão sob controle.
Os dois pacientes são de Bento Gonçalves, sendo que um deles é uma criança. Outra suspeita de infecção também foi identificada na semana passada, contudo, o quadro de H1N1 não se confirmou. Desde o início do inverno, o hospital também tem registrado outras variações de gripe.
Na avaliação da médica infectologista Nicole Golin, o aumento no número de casos é comum com o frio, uma vez que uma série de fatores facilita a propagação dos vírus. “Geralmente temos aglomeração de pessoas em ambientes fechados. Isso é sazonal, no inverno sempre acontece, a disseminação ocorre de maneira mais simples”, analisa.
Como há uma circulação intensa de vírus respiratórios, o pronto atendimento do Tacchini tem tomado medidas de prevenção. “Para as pessoas que passam pela triagem e estão tossindo, a gente fornece máscara como medida preventiva, para evitar contaminar os outros”, afirma a médica.
Entre as dicas de Nicole para evitar a infecção, está a higienização das mãos e não tossir nelas, além da vacinação. “Bento não atingiu a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. É interessante que as pessoas se vacinem, porque ainda está entre as medidas preventivas mais eficazes”, indica.

Situação dos pacientes

De acordo com a médica, uma das pessoas que foi atingida pelo vírus está em situação estável, mas segue internada na UTI. Ambos ainda precisam permanecer no hospital. “Eles necessitam de cuidados”, salienta. Nicole afirma que os casos apareceram há mais ou menos 10 dias, e desde então os pacientes estão em tratamento e observação.
Quanto à suspeita da semana passada, o exame não constatou a presença de H1N1. Ela explica que não é necessário fazer os exames para cada caso suspeito, uma vez que não depende desse fator para começar o tratamento. “Não tem porque sair fazendo os exame em larga escala, o tratamento é o mesmo e não depende do resultado”, avalia Nicole.
Desde o início do ano, foram registradas quinze mortes por gripe no Rio Grande do Sul. No ano passado, nesse mesmo período, tinham sido contabilizados 40 casos fatais. Até agora, a Secretaria Estadual de Saúde divulgou 193 ocorrências da doença. No ano passado, eram 388.

 

Os diferentes tipos de vírus da gripe

A principal característica do vírus influenza (gripe) é sua capacidade de sofrer mutações. Segundo especialistas, isso faz com que eles causem epidemias.

Influenza A: se divide em vários subtipos (H1N1, H3N2, H5N1 e H7N9). Enquanto o H1N1 e o H3N2 são de origem suína, o H5N1 e o H7N9 surgiram das aves. O potencial de infecção do H1N1 é o principal causador de preocupações com relação a essa variação, uma vez que atinge suínos, aves e humanos.

Influenza B: A baixa viralidade faz com que essa variação não se propague facilmente entre os seres vivos. Ou seja, há poucas chances de ocorrer uma epidemia com o influenza B, mas mesmo assim pode causar complicações graves de saúde.

Influenza C: O impacto da doença não é tão acentuado como nos casos de Influenza A e B., visto que as infecções causadas por ele são leves ou brandas. Além disso, também tem baixa viralidade, ou seja, baixo índice de propagação.

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