Agentes de combate às endemias instalaram 126 armadilhas em toda a área urbana para monitorar a infestação do Aedes aegypti e retirar ovos do ambiente.

Bento Gonçalves já contabiliza 17 casos de dengue em 2026, segundo dados da Secretaria da Saúde (SMS). Entre eles, um caso está confirmado como autóctone, 15 seguem em investigação e um foi descartado.

As ações de combate ao mosquito Aedes aegypti são realizadas diariamente pelos Agentes de Combate às Endemias, que visitam residências, empresas e espaços públicos para identificar e eliminar criadouros. Até o momento, 126 armadilhas foram instaladas em toda a área urbana para monitorar a densidade de infestação e retirar ovos do ambiente.

Com a elevação das temperaturas, a proliferação do mosquito aumenta, já que os ovos podem sobreviver por cerca de um ano em diferentes condições climáticas. Os bairros de Bento com maior incidência de infestação são: Progresso, Centro, Borgo, Vila Nova, Maria Goretti, Eulália, Humaitá, São Roque, Municipal, Licorsul e Fenavinho.

A médica veterinária da Vigilância Ambiental, Analiz Zattera, reforça que 80% dos criadouros estão dentro das residências, em locais como caixas d’água, pneus, latas, baldes e garrafas. Qualquer depósito de água parada por mais de uma semana pode servir para a reprodução do mosquito.

Moradores podem denunciar terrenos baldios sujos ou depósitos de lixo em vias públicas pelo Fala Cidadão: WhatsApp 3055-7142 ou telefone 162. Todos os trabalhos seguem o plano nacional de combate à dengue.

Sobre o mosquito: o Aedes aegypti mede menos de 1 centímetro, tem corpo escuro com listras brancas e hábitos diurnos, alimentando-se de sangue humano apenas as fêmeas. A reprodução ocorre em água parada, limpa ou suja, onde são depositados os ovos.

Principais sintomas da dengue: febre alta, dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo. Em caso de sintomas, é fundamental procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima para diagnóstico e tratamento.

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