Você, eu e todo o povo brasileiro. Simples assim.

Em economia, não tem café de graça. Alguém sempre está pagando. Nos esquemas de corrupção mais alardeados ultimamente, foram muitos bilhões que poderiam ter sido investidos em educação, saúde, saneamento básico, segurança, inovação e pesquisa.

Alguns valores somente de 5 problemas de rombos na esfera pública e privada:

  • Mensalão: R$ 101 milhões;
  • Petrolão (lava jato): R$ 42,8 bilhões;
  • Americanas: R$ 25,2 bilhões;
  • INSS: R$ 6,3 bilhões;
  • Banco Master: R$ 47,3 bilhões (por enquanto).

O total, somente nessas situações acima, foi de 121,6 bilhões de Reais. Mensalão, petrolão e INSS foram pagas com dinheiro público. As outras duas são privadas. O total representa 75.015.422 meses de trabalho de um brasileiro que ganha o salário mínimo atual ou 6.251.285 de anos desse mesmo trabalhador desse país. Eu escrevi 6 milhões de anos.

Você pode estar pensando que não paga nada desses rombos, certo?

Errado. Paga sim.

Quando há corrupção em qualquer esfera do governo, somos todos nós que pagamos a conta porque os governos só existem com O DINHEIRO DOS IMPOSTOS DO POVO. Todo e qualquer governo, brasileiro ou estrangeiro. Nós que pagamos impostos diretos e indiretos. Diretos como imposto de renda e outros. Indiretos pois pagamos impostos em quase todos os produtos que compramos.

Portanto, seu dinheiro dos impostos está indo ao governo para que esse o aplique em serviços de volta para a população. Quando há corrupção, esse dinheiro não volta e vai para o bolso de alguém. Isso é terrível pois as filas do INSS poderiam ser menores, a educação poderia melhorar, a saúde, segurança e tantas outras coisas.

“Todos os governos são empregados do povo pois é o povo que paga a conta com impostos”.

Quando os rombos são na esfera privada, como no Banco Master, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) irá cobrir uma parte (somente aos poupadores até R$ 250.000,00 e os demais perderão seu dinheiro se não houver ativos do banco) mas todos nós estamos pagando mais caro pelo acesso ao dinheiro dos bancos para eles construírem o FGC, ou seja, o dinheiro do FGC é de taxas, juros, despesas que pagamos aos bancos que, parte disso, eles colocam nesse fundo. Portanto, somos nós que pagamos.

E veja que somente o Banco Master, um banco médio, já vai levar 40% desse total do fundo garantidor.

Escrevi, nesse espaço, que esse fundo é muito pequeno para o tamanho do Brasil. Já pensou se um banco um pouquinho maior quebra? Leva junto toda a economia brasileira.

Já estamos pagando a conta há muito tempo nesse país por desvios, corrupção, fraudes financeiras, má alocação de recursos públicos, obras paralisadas, filas de espera no INSS, impostos e mais impostos. Somente nesses últimos 3 anos, houve 27 aumentos de impostos conforme muitos levantamentos e que já foram apresentados nesse espaço. Como aguentamos calados?

Tudo o que é dado para alguém, outro alguém está pagando a conta. Não pense que se você ganha algo de graça de algum governo, ele não está tirando de você em outro lugar (impostos na comida por exemplo, que você não vê mas existem, filas do INSS, pagando a conta dos sindicatos que roubaram os aposentados, etc ) ou tirando de outro brasileiro. Talvez de seu pai ou mãe, de seu irmão ou irmã, alguém da sua família mesmo.

Temos que ter uma visão de mais longo prazo para esse país com mais líderes que pensam no futuro da nação e não somente em ganhar votos para a próxima eleição. Todos os governantes e os funcionários públicos são nossos empregados pois somos nós que os pagamos. Enquanto o populismo dos governantes perdurar, esse país não sairá do atoleiro. Enquanto o cidadão não se der conta disso, também não.

Pense nisso e sucesso.

Adelgides Stefenon é economista, mestre em marketing, consultor nacional e internacional, professor universitário por 25 anos e proprietário da Prestige Imóveis Especiais.