O Brasil possui o maior sistema público de transplante de órgãos do mundo e ocupa a terceira posição em número absoluto de procedimentos. Apesar disso, 45% das famílias ainda recusam a doação de órgãos de um parente após o falecimento.

No país, a doação só é possível após a constatação de morte cerebral e com o consentimento da família. Segundo José Medina Pestana, superintendente do Hospital do Rim, em São Paulo, a principal razão para a recusa é que a pessoa nunca comunicou aos familiares sua vontade de ser doadora.

Para incentivar a doação, o Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira, 26, a campanha “Você diz sim, o Brasil inteiro agradece”, que reforça a importância de todos informarem sua decisão à família. Atualmente, cerca de 80 mil pessoas aguardam por um transplante no país.

O lançamento da campanha de 2025 ocorreu no Hospital do Rim, em São Paulo, e também marcou a assinatura da portaria que cria a Política Nacional de Doação e Transplantes (PNDT). É a primeira vez que a política é descrita em uma portaria específica, desde a criação do sistema em 1997.