Mesmo sem um posicionamento oficial da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), a possibilidade de Peñarol e Nacional participarem do Campeonato Gaúcho em 2026 começa a ganhar força. A ideia foi divulgada pelos próprios dirigentes uruguaios na última segunda-feira, 17, durante o sorteio da fase de grupos da Libertadores, em Luque, no Paraguai.
O presidente do Peñarol, Ignacio Ruglio, afirmou publicamente que há interesse na participação e que pretende entrar em contato com a FGF para discutir a viabilidade do projeto. A iniciativa não parte apenas do clube aurinegro: o Nacional também está envolvido na proposta, com apoio do vice-presidente Flavio Perchman. Além disso, o presidente da Federação Uruguaia de Futebol (AUF), Ignacio Alonso, já se mostrou favorável à ideia.
O que dizem os dirigentes gaúchos?
Apesar do entusiasmo dos uruguaios, o presidente da FGF, Luciano Hocsman, adotou um tom cauteloso sobre o tema. Segundo ele, não há nenhuma tratativa concreta até o momento, mas o interesse dos clubes uruguaios já desperta debate nos bastidores do futebol gaúcho.
Desafios e impacto no futebol gaúcho
Caso a proposta avance, vários desafios precisarão ser superados, como questões burocráticas, logísticas e regulamentares. A participação de clubes estrangeiros em competições estaduais brasileiras não tem precedentes na era moderna do futebol nacional, o que exigiria ajustes nos regulamentos da CBF e da Conmebol.
Do ponto de vista esportivo e comercial, a inclusão de Peñarol e Nacional no Gauchão poderia trazer benefícios, como maior visibilidade para a competição, aumento da renda dos clubes locais e até mesmo um novo nível de competitividade.
Ainda não há um prazo definido para que a discussão avance, mas o fato de dois gigantes do futebol sul-americano manifestarem interesse em disputar o estadual gaúcho já torna a proposta um dos assuntos mais comentados nos bastidores do futebol.