Educação como ferramenta de crescimento
Recentemente conversei com o empresário César Anderle e entre um tema e outro, caímos a falar sobre qualificação profissional. Foi aí que ele me contou que todos os seus colaboradores na Anderle Transportes, tem a oportunidade de realizar os mais variados tipos de cursos, através da plataforma Umentor e assim, criou a Academia Anderle. “Isso é recente em nossa história de mais de 60 anos, algo de um ano e meio. São centenas de cursos, que abrangem desde habilidades técnicas a temas como seguro, liderança, logística e produtividade. E o mais legal é que não precisa tempo de empresa nem escolaridade”, defende. Esse incentivo vai além, pois a cada semestre, a empresa reconhece e premia os que mais se dedicaram à plataforma. Ao final de junho, o Fabiano de Oliveira, com 387 cursos concluídos, a Kamily Trindade Neves, com 358 e Laiza de Brito Nunes com outros 185 foram os destaques como exemplos de que, com oportunidade e apoio, o conhecimento se torna motor de crescimento. Que sirva de exemplo a tantas outras empresas.

Fórum Polo Rodoviário da Serra Gaúcha – parte 1
Participei na última sexta-feira do evento, realizado em Farroupilha e lá entrevistei o César Anderle e o Elton Gialdi, como empresários do setor de cargas. Morosidade. Essa foi a palavra que ouvi deles quando os indaguei sobre o encontro. Ambos comentaram sobre a falta de infraestrutura rodoviária, a qual impacta nos custos. “Importante participar de um evento assim para mostrar nossa pressão junto às autoridades, mostrar o que enfrentamos e, com certeza, isso impacta a todos os cidadãos”, comentou Anderle. O Elton, que muito lutou nas questões que envolvem os pedágios, lembrou que o fórum é a união de esforços, no sentido de que possam ser ouvidos nas esferas governamentais “Estamos há muitos anos sem obras. É fundamental, por exemplo, termos a BR-116 em melhores condições e hoje a gente não vê ninguém pleiteando por ela, que é umas das principais vias para o centro do pais”, lembrou. Ambos cobraram mais dinamismo e agilidade na implantação de rodovias mais seguras. De forma uníssona, Gialdi e Anderle foram enfáticos: “o que a percebe é morosidade. Precisamos de obras imediatas, pois somos cobrados também pelos nossos clientes e esses, cobrados por seus clientes”.

Fórum Polo Rodoviário da Serra Gaúcha – parte 2
No mesmo encontro o presidente da CSG, Ricardo Peres, apresentou principais dados sobre os avanços da concessionária relativos ao segundo ano do contrato de concessão das rodovias da Serra Gaúcha e o Vale do Caí. Em entrevista para a Rádio Rainha FM, Peres justificou que os atrasos em obras, devem-se aos fenômenos climáticos, os quais exigiram investimentos pesados na recuperação imediata de trechos que foram impactados no ano passado. “Nossa atuação foi emergencial, demandaram investimentos pesados em obras que estavam fora do contrato e agora precisamos da reposição de valores por parte do governo do Estado, para reequilibrar as finanças e seguir investindo” explicou. Peres lembrou, porém, de obras que estão em andamento como a duplicação do viaduto sobre o arroio Tega, em Caxias do Sul e apresentou o projeto de duplicação do trecho da ERS-453 entre Garibaldi e Farroupilha e da ERS-122, no entorno de Caxias do sul. Somente entre fevereiro do ano passado e janeiro de 2025, a CSG desembolsou mais de R$ 280 milhões nas rodovias sob sua administração. Durante os eventos climáticos de maio/2024 ao menos 159 pontos das estradas foram impactados.

Não vai no amor, vai na dor!
Ao menos três lojas em Bento foram autuadas pelas equipes de fiscalização do SEC-BG por convocar funcionários para o trabalho em dias não acordados na Convenção Coletiva da categoria. Duas são grandes redes e outra, com atuação local. Os valores superaram a cifra dos R$ 21mil, que serão pagos aos Comerciários. “Esses atos caracterizam desrespeito e abuso para com os funcionários e um descaso com as leis e normas trabalhistas. Por isso, estamos sempre atentos e a postos para garantir os direitos dos empregados da categoria comerciária”, me explicou a presidente da entidade, Orildes Lottici. A uma das empresas, a multa por ignorar a legislação e convocar funcionários para trabalhar em dias de descanso chegou aos R$ 17 mil. “Vamos continuar trabalhando para defender os direitos dos trabalhadores e garantir que as empresas respeitem as leis”, alertou Orildes. É aquilo que se diz: se não aprende no amor, aprende-se na dor.