QUAL É O PROBLEMA?
Tenho por hábito transitar todos os finais de semana no Vale dos Vinhedos e/ou Caminhos de Pedra. Sem sombra de dúvidas, são nossas maiores atrações turísticas, por uma série de motivos, notadamente pela farta gastronomia. Mas, como em todos os roteiros turísticos, as vias de acesso são as que chamam as primeiras atenções dos que os visitam. Já há algum tempo, escrevi aqui sobre as precaríssimas condições da rodovia que leva aos Caminhos de Pedra, no trecho entre a ERS-444 e o acesso a Pinto Bandeira, ali mesmo, no bairro Barracão. Pois bem, a Prefeitura – esse trecho foi municipalizado e é dela a responsabilidade da manutenção – iniciou, há algum tempo, esse trabalho, não sem tempo, claro.
QUAL É O PROBLEMA? II
Mas…sempre há um “mas” … eis que o trabalho de manutenção anda a passos de cágado. Pelo tempo em que foi iniciado até domingo último, se fosse realizado num país “sério”, já teriam refeito o asfalto, com a devida infraestrutura, em TODO o trecho até o final dos Caminhos de Pedra. Todavia, o pequeno trecho, em recuperação, está em estado muito mais precário do que estava antes do início das obras, as quais estavam paradas no final da semana passada. Que bonito pra nossa cara turística, né? Qual é ou foi o problema dessa demora? Entendo que a prefeitura deve uma explicação aos usuários da rodovia, não?
E O VALE DOS VINHEDOS?
Sim, sei que o que vou comentar poderá trazer antipatia a alguns usuários da ERS-444, rodovia do Vale dos Vinhedos. Quem a usa com frequência por morar ou trabalhar por lá, certamente entenderá estas minhas colocações, mas, principalmente, os turistas que questionam “o que estão fazendo nela”. Refiro-me à ciclovia que está sendo construída. Claro que os ciclistas ficarão muito satisfeitos em poder utilizá-la e com segurança, só que quem usa o trecho com veículos, sejam turistas, moradores, trabalhadores ou quem transporta produtos por ali, não entendem como uma rodovia tão estreita, sem um mínimo de acostamento, de intenso tráfego, pode priorizar parte dele para uso de uma minoria. O questionamento pode ser feito ou não? Quem pode responder?
QUANDO RESOLVERÃO?
Qualquer pessoa que precisar procurar um endereço em bairros de Bento Gonçalves certamente enfrentará dificuldades, seja morador de outro bairro ou quem nos visita. Tente localizar uma rua, uma residência ou uma empresa num bairro. Se tiver sorte, encontrará uma placa – são raras – com o nome da rua. Depois, se tiver muuuuuiiitaaaa sorte, verá números sequencias, num lado os números pares e no outro os números ímpares. Mas, como não são todos os que têm essa “sorte”, precisam circular, rodar e perguntar a alguém na rua. Será que é tão difícil assim resolver isso? Por que quando um novo loteamento é autorizado e os terrenos definidos já não se exige a numeração deles para, posteriormente, servir como número do prédio que será ali erguido? E como resolver a atual babel em que estão transformadas as ruas e números? Boa pergunta, mas e a resposta?
O NOVO PRESIDENTE DO CIC/BG
O empresário Carlos Lazzari presidiu o Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves – CIC/BG – no biênio 2024/25. Nesta quinta-feira, Daniel Panizzi assumiu a presidência da Entidade, em concorrida solenidade. Na gestão de Carlos Lazzari, Panizzi foi de Diretor de Relacionamento Vitivinícola do CIC-BG. Também presidiu a União Brasileira de Vitivinicultura (UVIBRA) nas gestões 2022-2023 e 2024-2025. Nesse mesmo período, foi vice-presidente do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (CONSEVITIS – RS).
DANIEL PANIZZI, NOVO PRESIDENTE
Soma, também, ao seu currículo, ser farmacêutico, formado na PUCRS, com especialização em Indústria; é Diretor da Vinícola Don Giovanni, onde atua desde 2010; na bagagem, traz também MBA Executivo em Saúde, pela Fundação Getúlio Vargas; PDD (Programa de Desenvolvimento de Dirigentes), pela Fundação Dom Cabral. Um “senhor currículo”. Daniel Panizzi terá o desafio de dar continuidade à meritória gestão de Carlos Lazzari, marcada, indelevelmente, nesses dois anos com trabalho árduo, enfrentando até uma pandemia devastadora. Que o sucesso seja a tônica de sua gestão e de sua equipe nesses dois anos, 2026/27, sendo sempre o que disse, com propriedade, o ex-presidente Eurico Benedetti: “- O CIC é a caixa de ressonância da comunidade”.
ÚLTIMAS
Primeira: O que faz o desconhecimento! As redes sociais são pródigas em mostrar críticas contundentes aos gastos de Prefeitura com a decoração natalina do centro. Cristo! As verbas dos impostos têm vários destinos e, um deles, em Bento Gonçalves, é promover o turismo;
Segunda: As verbas que a Prefeitura destina para a saúde superam, e muito, o que é obrigada por lei, assim como as verbas da educação. Criar esse belo clima natalino leva, para o centro, moradores de TODOS os bairros, com atrações para adultos e crianças. Os críticos devem ver e pensar nisso;
Terceira: E que tal falarmos em “obras federais no Estado do Rio Grande do Sul”? Como é público e notório, somos um Estado em que a “direita” é esmagadora maioria. Vou pesquisar quantas obras e verbas federais contemplaram o Estado nos últimos quarenta anos;
Quarta: Por falar em “direita”, o Brasil está rumando para um caminho complicado. A “direita” abomina “comunistas” e a China está entupindo o Brasil com seus produtos. Há muitas empresas brasileiras que até têm seus produtos fabricados na China e vendidos no Brasil;
Quinta: E é interessante se ouvir gente dizendo (ouvi várias vezes, dia desses, num shopping em Porto Alegre) que “se é produto chinês eu não compro”. O detalhe é que essas pessoas têm celular e carro, obviamente funcionando com quase todos seus componentes – senão TODOS, literalmente – fabricados pelos “comunistas” chineses;
Sexta: Desde 25 de novembro deste ano, na Itália, o feminicídio tem penalidades severas, como prisão perpétua ou até pena de morte. O que se tem visto no Brasil, em termos de criminalidade, sem uma punição adequada, é inacreditável. Aqui se mata até para roubar um celular ou um tênis. E se é “di menor”, bem…prefiro não comentar;
Sétima: E não é que um deputado pretende acabar com as lombadas eletrônicas e substituí-las por quebra-molas? Ele só deve desconhecer que há LEI regulamentando quebra-molas e que ela é, solenemente, desrespeitada pelos prefeitos e seus comandados;
Oitava: Sério que eu jamais imaginei que chegaríamos na última rodada do Brasileirão assim. Segundo os torcedores colorados, o Inter era “postulante ao título” e o Grêmio seria rebaixado;
Nona: Mas, os deuses do futebol (sempre eles) decidiram brincar: Amanhã o Grêmio cumpre tabela, como era previsto, e o Inter lutará contra o rebaixamento. Quem diria, hein, amigos colorados?