“REPRESENTANTES” DE QUEM?
Desde criança ouço dizer que parlamentares – deputados, senadores e vereadores – são “representantes do povo”. Mas, com o passar do tempo, foi se tornando mais difícil para entender o que seria “representantes do povo”, pois, a cada legislatura deles, menos “representação dos interesses do povo” eu e todo o povo brasileiro (aquele que se gosta de saber o porquê das coisas, claro) enxergávamos e/ou constatávamos. Com raras exceções, o “normal” sempre foi o “interésse corporativo”, o “lobo não come lobo”, prevalecendo. E me questionava: Até quando os brasileiros aceitarão essa falácia? A quem, mesmo, representam?
MAIS UM EXEMPLO
E nessa legislatura fica, a cada dia, mais escancarado que “vossas excelências” representam, mesmo, as próprias “vossas excelências” – com exceções, certamente – como se constata nas atitudes e votações no Congresso Nacional. Esta semana, por exemplo, votaram pela derrubada dos vetos do Presidente da República, o que provocará sensível aumento na conta de energia elétrica. A imprensa tem, sim, boa parcela de culpa em muitas coisas, na medida em que trata de tudo o que acontece no Congresso como “vitória do presidente” ou “derrota do presidente”, ignorando QUEM será prejudicado ou beneficiado com as ações dos congressistas.
CORTAR O QUÊ, AFINAL?
Rompe até as mais comezinhas raias do absurdo o que se tem visto nos últimos anos. Parlamentares, imprensa, políticos de todos os matizes, empresários, empregados, enfim grande parte da população exige, em altos brados, que “SE REDUZAM OS GASTOS PÚBLICOS”. E a cada dia esses “brados retumbantes” têm origem nos “interésses” muito bem identificados da área político-partidária, bem como de setores públicos, além, claro, de segmentos extraordinários privados. CORTAR gastos nos legislativos, executivos e judiciários, através de uma ampla, total e irrestrita reforma administrativa, SEQUER É COGITADA. O que os “interessados” falam é em cortar gastos sociais, da saúde, de educação, salário mínimo e, até mesmo, da infraestrutura.
MAS, POR QUE É ASSIM?
É o preço que se paga pelo “parlamentarismo oculto”. Há muito tempo tenho afirmado aqui que nenhum prefeito, nenhum governador e nenhum presidente governarão sem comer na mão dos respectivos parlamentos. E não precisa ser muito culto, letrado ou expert para ver isso, bastando tão somente enxergar ou ter um mínimo de interesse em saber quem são os que interferem, decidem os destinos de um município, estado, ou do País. No Brasil, desde 1964, quando existiam dois partidos, um cujos membros apoiavam a ditadura civil-militar e outro em que ficavam quietinhos para não sofrer consequências hoje inimagináveis. Portanto, quando se ouve alguém falar em “gastar menos e melhor”, certamente o faz corporativamente.
EXEMPLO A SER SEGUIDO
Foi divulgado por setores da grande imprensa mundial, inclusive brasileira, a pesada multa que é aplicada a um dono de cachorro que não recolhe as fezes de seu pet. Em Corunha, na Espanha, lei aprovada permite aplicar multa de TRINTA MIL EUROS, ou seja, mais de CENTO E NOVENTA MIL REAIS ao proprietário que não recolher o cocô do seu pet. Mas, há muitos outros mais, como na Itália, onde Veneza aplica multa de TREZENTOS EUROS, mais de MIL E NOVECENTOS REAIS. E aqui, em Bento, quando teremos disciplina nisso, Prefeito Diogo?
SINDROME DE VIRA-LATAS?!
O Botafogo, Campeão Brasileiro e da América, enfrentou, no Mundial de Clubes, o poderoso, fantástico, imbatível Campeão da Champions League, o Paris Saint-Germain PSG…E O VENCEU! A expectativa dos brasileiros era de goleada do PSG, mas o futebol, o esporte mais apaixonante já inventado pela humanidade, não permite que a “síndrome de vira-latas” (termo histórico criado por Nelson Rodrigues) tome proporções. Um time tido como “grande” pode, sim, ser vencido por um “Globo da vida”. Esse mundial de clubes promete muito, ainda!
AH, SIM! “ELES” SÃO POUCOS?
Quase esqueci de comentar sobre mais “coisinhas” que nossos “representantes” estão preparando para nos aplicar. Como se já não bastassem os 513 deputados e 81 senadores, custando aos bolsos dos brasileiros um dos – senão “o” -, mais altos custos parlamentares do mundo, “vossas excelências” querem AUMENTAR o número em mais DEZOITO. E como eles têm o salário, R$ 46.366,19, idêntico ao do presidente da República, reforçado substancialmente por outras verbas e benefícios, como auxílio-moradia, cota para exercício da atividade parlamentar e verba para contratar pessoal, além de outras que se desconhece, imaginemos QUAL será a participação de deputados e senadores para REDUZIR gastos públicos.
Últimas
Primeira: Este final de semana será o último da EXPOBENTO/FENAVINHO. Nenhum mau tempo servirá para impedir o fluxo de público no Parque de Eventos. Os mais de 500 expositores, inclusive com farta gastronomia e vinícolas, bem como a agroindústria familiar são motivos para atrair as pessoas;
Segunda: Desde o dia 12, as sucessivas atrações já levaram grande público aos pavilhões, garantindo o sucesso da EXPOBENTO/FENAVINHO, promoção do Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves – CIC/BG -, que também valoriza muito a arte, a cultura e os artistas, inclusive locais;
Terceira: Os coordenadores, Cesar Enderle da EXPOBENTO e Alexandre Miolo da FENAVINHO, contaram com o trabalho árduo de suas equipes de trabalho. Cumprimentar a todos, elogiando os resultados obtidos é o mínimo que se pode fazer;
Quarta: As equipes não mediram esforços para conquistar os mais de 500 expositores, bem como trazer aos palcos do Parque artistas como Luan Santana, Thainá & Thairine, Rodrigo Soltton, Ragazzi dei Monti e tantos outros não menos qualificados;
Quinta: E a “cereja do bolo” foi o lançamento do livro “FENAVINHO, Mais do que uma Festa”, uma obra que resgata a história das VINTE edições da nossa festa maior, embrião do desenvolvimento invejável vivido por Bento Gonçalves. Vale a pena adquirir o livro, sem dúvidas;
Sexta: Fabiano Mazzotti e Itacyr Giacomello, autores do livro “FENAVINHO, Mais do que uma Festa”, marcam presença indelével na história da nossa FENAVINHO. Parabéns a ambos essa obra que nos orgulha;
Sétima: Enquanto isso, a inflação está baixando, o desemprego idem, a média dos salários aumentando, o PIB crescendo e… a taxa SELIC catapultada para 15%;
Oitava: Nos Estados Unidos, o presidente do Banco Central deles foi chamado de “estúpido” pelo Trump por MANTER a taxa de juros em 4,5%. O Trump chegou a perguntar se ele, Trump, poderia se nomear presidente do Banco Central. Bah! Se isso fosse dito por outro presidente, o tal de “mercado” teria entrado em surto galopante e pedido juros de 30% na SELIC. Ou não?