QUEM GANHA? QUEM PERDE?
Beira o ridículo ler-se ou ouvir-se opiniões de “experts” quando se referem às contendas político-partidárias, nesse Brasil polarizado. Um Projeto de Lei, uma Medida Provisória, uma Proposta de Emenda Constitucional é sempre avaliada por eles como “derrota” ou “vitória” do Governo, sem a menor avaliação sobre QUEM tem a ganhar com elas ou QUEM perde. Simplesmente PARTIDARIZAM essas ações do Congresso Nacional, fingindo não saber o quanto TUDO é um “toma-lá-dá-cá” em que o transformaram. E olhem que não precisa ter mais do que o “2º livro” para entender a forma sui generis com que deputados e senadores estão conduzindo seus mandatos e ações. Se os brasileiros lessem não só as manchetes, mas também o texto das “noticiais”, certamente estariam melhor informados e com condições de opinar.
EXEMPLOS?
Querem exemplos disso? Vamos lá! As desonerações da folha de pagamento de dezessete setores de empresas, inventadas pela então presidente Dilma, pressionada, começou em 2012 e foram sendo prorrogadas pelos sucessivos governos, com o aval direto do Congresso Nacional, sendo que em 2023 prorrogaram a “benfeitoria” e incluíram pequenos municípios, sendo vetado por Lula, mas o Congresso derrubou o veto. O governo acionou o STF, que está julgando o processo. Mas, nunca vi questionamentos sobre O QUE O POVO BRASILEIRO ganharia com essas desonerações. A alegação de que “estimula a geração de empregos” e “facilitam a economia” teve, algum dia, alguma comprovação? A redução deu causa à redução de preços desses setores beneficiados? Alguém sabe? Pois é…
E OS “ISENTOS”?
O governo resolveu corrigir um crime que vinha sendo cometido contra os assalariados brasileiros. A tabela do Imposto de Renda estava defasada absurdamente há muito tempo. De 2019 a 2022 não houve um mínimo de correção, nem sequer de metade dos índices inflacionários, fazendo com que quem ganhasse um pouco mais do salário mínimo – que era corrigido exclusivamente pela inflação – pagasse Imposto de Renda, enquanto os milionários e bilionários continuassem pagando pouco, até menos que assalariados, proporcionalmente. E o que dizer de setores empresariais, com lucros estratosféricos e com sócios recebendo fortunas “isentas”? Isso tinha que mudar? Quem seria contra?
SIM, QUEM?
Eis que, agora, o Governo, que tem rombos bilionários nas suas contas – por quê, hein? – tenta cobrar impostos daqueles que pagam merrecas ou nada pagam, mas os “defensores dos pobres ricos” não querem, alegando “excesso de carga tributária”. Excesso de carga tributária para QUEM, cara-pálida? Para o povão, o de sempre, que não tem “bancada” no Congresso para o defender? Quem tem mais cacife para pagar impostos deve pagar mais, como as empresas de apostas, Fintechs, bancos, os 160 mil que ganham mais de 50 mil reais por mês, etc., ou o povão? Ah, sei, pretender aplicar isso é “POPULISMO”. Seria cômico, se não fosse trágico. Mas, quem defende JUSTIÇA tributária é rotulado de “petista” ou “populista”. E basta observar QUEM são os que querem “rotular” para entender seus motivos. Ou não?
QUEM FISCALIZA?
Dinheiro público parece ser da “mãe joana”. Os que nunca sabem ONDE ele é, digamos, aplicado é, justamente, os que contribuem com os cofres governamentais, estaduais e municipais. As verbas partidárias e eleitorais, por exemplo, são DINHEIRO PÚBLICO que, segundo consta, não há fiscalização e ordenamento para seus “investimentos”. Dirigentes partidários (e funcionários) recebem fortunas mensais – se comparados a trabalhadores “mortais comuns” – a título de “salários” e, inacreditavelmente, se dão o direito de criticarem pessoas ligadas aos poderes públicos, que TRABALHAM para a população. E eles recebem das tais de “verbas partidárias” bilionárias. Os brasileiros têm o direito de saber QUEM recebe e o VALOR de seus salários nababescos. Ou não?
ESSE É O “CASTIGO”?
O que se tem lido é um deboche violento ao povo brasileiro. Poucos sabem que 123 juízes e desembargadores que foram “condenados e punidos” por, digamos, irregularidades no exercício da profissão, receberam, em 2024, SESSENTA MILHÕES DE REAIS e QUARENTA MILHÕES DE REAIS até setembro de 2025, como salários por APOSENTADORIAS “obrigatórias” antecipadas. Ou seja, ao invés de cadeia ou outra penalidade que qualquer infrator recebe, eles são “penalizados” com aposentadoria antecipada remunerada. Mas, o problema do Brasil é o aumento do salário mínimo pouco acima da inflação, o BPC, o Bolsa Família e outras verbas sociais. Brasil, zil, zil…
ÚLTIMAS
Primeira: E os experts economistas de plantão continuam dizendo que o dinheiro público é mal gasto e que é preciso reduzir despesas. Por favor, quando alguém ler ou ouvir algum deles dizer “QUAIS” despesas e como “gastar bem”, me avisem para poder publicar;
Segunda: Por enquanto, incentivos, desonerações, isenções, securitizações, auxílios a um monte de setores da economia, empréstimos a juros subsidiados (para os mesmos de sempre), salários inconstitucionais recheados de penduricalhos, reforma administrativa, reforma partidária, etc., os experts não mencionam. Por que será, hein?
Terceira: Realmente, a politica partidária brasileira não é para amadores. Quem não sabe que Ciro Nogueira (PP) e Sóstenes Cavalcante (PL), são ferrenhos opositores do Governo Lula? Pois não é que ambos têm ou tinham amigos ocupando cargos no governo? Opositores, mas até “certo ponto”, né? Os “interésses” falam mais alto;
Quarta: Pelo que se vê, o novo aeroporto será, mesmo, em Vila Oliva. Mais uma vez os caxienses, que esbanjam sua força política, levam vantagem sobre toda a região;
Quinta: A história é pródiga para escancarar as inúmeras vantagens que os caxienses sempre levaram. No caso das emancipações, por exemplo, deram de relho em Bento Gonçalves, na medida em que mantiveram incólume sua área territorial, graças a intensa força política que têm;
Sexta: E o preço da gasolina, mesmo com a queda do barril do petróleo, segue sem alterações a mais de quatro meses. Nesse período houve aumentos injustificados nos postos. Espera-se, para muito breve, que a Petrobrás reduza e que os postos também o façam;
Sétima: Há secretarias da Prefeitura Municipal onde funcionários desconhecem a LEI DO ACESSO À INFORMAÇÃO. Esta semana, um deles me mandou “procurar na internet” a resposta de uma informação que ele TEM A OBRIGAÇÃO DE SABER e de informar; Oitava: E a dupla Grenal continua na página 2 da tabela de classificação do Brasileirão. Inadmissível, tendo folha de pagamento de 20 milhões mensais. O Grêmio, esta semana, deu um passo para sair do mesmismo, vencendo bem o São Paulo. Oremos, gremistas e colorados!