A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, entre os dias 26 e 29 de agosto, a Operação Semente Segura II, que resultou na apreensão de 3 mil toneladas de sementes ilegais em diferentes municípios do estado. O valor estimado do material chega a R$ 35 milhões.

A ação foi conduzida pela Divisão de Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (DICRAB), sob coordenação do delegado Heleno dos Santos, em conjunto com as Delegacias Especializadas (DECRABs) de Cruz Alta e Santo Ângelo. Também participaram o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), por meio do Programa Vigifronteiras e da Coordenação Geral de Sementes e Mudas, além da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do RS (SEAPI/RS).

Segundo a investigação, a operação teve como objetivo combater a produção e comercialização de sementes piratas e falsificadas, além de insumos agrícolas ilegais, considerados uma ameaça ao agronegócio gaúcho e brasileiro. Durante a fiscalização, produtores também foram autuados por posse de defensivos ilegais ou por armazenamento irregular, em muitos casos com risco real de contaminação dos grãos.

A operação abrangeu os municípios de Júlio de Castilhos, Jari, Tupanciretã, Entre-Ijuís, Giruá, São Luiz Gonzaga, Santiago, Boa Vista das Missões, Pinhal Grande, Condor, Cruz Alta, Palmeira das Missões, Estrela Velha e Arroio do Tigre. Uma das empresas fiscalizadas foi autuada por manter uma aeronave de pulverização avaliada em R$ 1,5 milhão sem o devido registro no MAPA.

Parte das sementes apreendidas será destinada a um depósito de grãos, onde serão utilizadas como matéria-prima para ração animal ou alimentos, evitando desperdício e garantindo uso adequado.

Ao todo, a operação mobilizou 20 fiscais do MAPA, 21 fiscais da SEAPI e 64 policiais civis. As ações decorrem de investigações da DICRAB, que buscam desarticular redes criminosas ligadas ao mercado ilegal de sementes e insumos agrícolas.

— “A Operação Semente Segura II demonstra o compromisso da Polícia Civil e de nossos parceiros em proteger o produtor rural e garantir a legalidade no campo. O combate às sementes piratas e insumos ilegais é fundamental para a segurança alimentar, a economia regional, o fisco e o meio ambiente do nosso estado”, afirmou o delegado Heleno dos Santos, diretor da DICRAB.