A ONG Patinhas em Apuros, de Bento Gonçalves, vive um dos momentos mais difíceis desde a sua fundação. Com 148 animais sob cuidado, entre eles 147 cães e um gato, incluindo três paraplégicos e uma tetraplégica, o grupo formado por apenas três voluntários luta diariamente para garantir alimentação, higiene e, principalmente, atendimento veterinário para casos graves.

Em entrevista, Elenir de Souza, uma das fundadoras e voluntárias, detalha o cenário crítico enfrentado hoje. Segundo ela, somente para manter os animais alimentados, a ONG precisa de cerca de uma tonelada de ração por mês. O volume é necessário porque grande parte dos cães vive em canis coletivos e o consumo diário é alto.

Além da ração, o abrigo depende de materiais básicos de limpeza para manter os espaços em boas condições. Elenir estima que cerca de R$ 2 mil mensais sejam necessários apenas para comprar os produtos, como desinfetantes, detergentes, sacos de lixo, luvas e outros itens usados diariamente no cuidado dos cães.

No entanto, é o atendimento veterinário que mais preocupa. “Nosso maior desespero é pagar a clínica para dar atendimento aos que precisam”, relata. 

Ela explica que não há como prever um valor mensal, porque os gastos variam conforme o estado de saúde dos animais. “Tem mês que nenhum adoece. Mas, de repente, no outro mês aparecem três ou quatro casos graves. Agora mesmo estamos com um caso muito sério, um cão internado com um tumor que tomou praticamente todo o abdômen dele”, conta.

O animal já passou por tomografia, precisou de cirurgia, sofreu hemorragia, recebeu transfusões de sangue e pode precisar de uma nova operação, procedimento considerado de risco extremo. “É uma cirurgia em que os veterinários falam que o risco é de 90%, mas é a única saída. Não temos como deixá-lo sofrendo”, diz Elenir.

Além desse caso, outros quatro cães estão em tratamento contra o câncer, exigindo acompanhamento constante e gastos elevados.

Com uma equipe tão pequena diante de uma demanda tão grande, a rotina é exaustiva. “Somos apenas três voluntários”, relata Elenir. Os cuidados incluem alimentação, limpeza, transportes, idas à clínica, compra de materiais, campanhas, contato com doadores e gestão das despesas.

O que mantém a ONG de pé

Mesmo diante do cansaço e da falta de recursos, a motivação permanece. “O que nos faz continuar é o amor pelos animais. Por mais sofrida que seja a causa, ela nos traz um significado pra vida. São seres vivos criados por Deus, anjos na Terra”, afirma.

Ela reforça que toda contribuição, por menor que seja, faz diferença. “É a ajuda financeira das pessoas que mantém tudo funcionando”, conclui Elenir.

Como ajudar

A ONG aceita doações de:

  • Ração para cães (qualquer quantidade)
  • Produtos de limpeza (estimativa mensal de R$ 2 mil em materiais)
  • Apoio financeiro para custear tratamentos veterinários, internações e cirurgias
  • Voluntariado para ajudar no dia a dia

O pix da Associação é celular 54993730137 ou CNPJ 53501067000176.