(A NOVA GUERRA FRIA)

Como economista e mestre em marketing com foco em estratégia empresarial e geopolítica (entre países), venho constantemente apresentando nesse espaço pontos econômicos que podem afetar, para o bem ou para o mal, a vida do povo brasileiro.

Já fiz análises sobre dívida pública, inflação, gastos governamentais, déficit público, dólar, política monetária e fiscal, erros e acertos dos governantes. Nos últimos tempos, infelizmente, temos convividos muito mais com decisões erradas do que certas.

Hoje quero tecer opiniões sobre a nova guerra fria.

Começo falando sobre a primeira Guerra Fria que foi um período de intensa disputa entre Estados Unidos (capitalismo) e a antiga União Soviética (socialismo) que durou de 1947 (pós segunda guerra mundial) até 1991. Esse confronta se chamou de GUERRA FRIA porque não era uma guerra convencional, de armas bélicas, e sim disputas ideológicas, políticas, um tanto militar e bastante econômica. Envolveu tensões constantes, conflitos indiretos, corrida armamentista, corrida espacial e intensa propaganda dos dois lados. O fim da guerra fria foi marcado com o colapso da União Soviética e a queda do Muro de Berlim em 1989.

O mundo era dividido entre o bloco capitalista, liderado pelos EUA e o socialista, pela URSS (hoje pode-se entender como Rússia.

Hoje estamos numa NOVA GUERRA FRIA, similar à anterior, mas agora envolvendo os Estados Unidos e a CHINA, mas, alguma vezes, ainda com a Rússia.

O Foco principal agora dessa nova guerra fria é econômico mas ainda há embates entre o modelo ocidental liberal e um modelo mais autoritário defendido pela China e pela Rússia.

Hoje o debate é ainda entre modelos liberais ou ditatoriais mas, também, busca constante por tecnologias, um dos principais focos de tensão dessa nova era.

Há uma tendência para a formação de novos blocos de influência, com diferentes centros de poder disputando espaço no cenário internacional (União Européia, NAFTA, Mercosul,…) em contraste com a bipolaridade da Guerra Fria original. 

Apesar das tensões, existe uma significativa interdependência econômica e comercial entre os EUA e a China, o que não ocorria na Guerra Fria. 

Dentro desse contexto de Nova Guerra Fria, venho dizendo há muito tempo que as opções dos governos de esquerda, notadamente do PT, foram sempre por se aproximar mais da China, hoje mais do que nunca.

Há 20 anos, quando se pensou em criar a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), uma área livre de taxas envolvendo todas a América do Norte, Central e do Sul, mas o Brasil, governado pelo PT, foi contra. Se isso tivesse andado à frente, me arrisco a dizer que o Brasil estaria numa melhor posição geopolítica mundial e melhor também frente ao Tarifaço do Trump.

Escolhemos o lado errado no começo do século XXI.

O Brasil está escolhendo o BRICS e aliando-se a países ditatoriais. Estamos escolhendo o lado errado novamente.

Estados Unidos e China são países muito diferentes em termos econômicos para nosso país pois, no primeiro, nossas relações comerciais são de produtos com maior valor agregado, enquanto com a China, mais matérias-primas.

Essas decisões impactam sua vida e de todos nós. Parecem distantes mas isso pode mudar totalmente nosso futuro.

Que as escolhas brasileiras dos próximos governantes sejam para o lado liberal mais do que o ditatorial. Que não tenhamos que experimentar ditaduras.

Pense nisso e sucesso.

Adelgides Stefenon é economista, mestre em marketing, consultor nacional e internacional, professor universitário por 25 anos e proprietário da Prestige Imóveis Especiais.