Somos surpreendidos diariamente com o embate frenético esquerda, direita, direita, esquerda e, assim, seguimos marchando, ‘parados’, com a cabeça voltada para o passado.
Não estou a me referir às contendas naturais na política, frutos da espoliada democracia ultimamente, mas, sim, da necessidade de termos novos atores que nos deem a esperança para abertura de um novo cenário político-econômico-social, longe do simplório e medíocre resumo do ‘nós contra eles’, pois isso em nada desata os nós do nosso país, ao contrário, somente nos enrola.
Cedo, muito cedo, para tratar disso, podemos pensar nós, eleitores e protagonistas na decisão dos pleitos eleitorais, porém, o tempo na política tem um relógio interessante, um ponteiro segue girando pelos candidatos e outro parado na próxima eleição, cujo pendulo é o poder, mecanismo este de uma lógica precisa, diria, extremamente calculada.
E assim, em especial na ala da direita, sendo que, na ala esquerda, até então figura um pelotão de um homem só, começam a aparecer pseudocandidatos à presidência da República, num jogo de esconde-enconde cuja estratégia política evita ataques prematuros, enquanto alguns negam qualquer investida à espera de um milagre.
Certamente, muita água haverá de passar sob esta ponte, entretanto, nas curvas deste rio, já começam a se acumular aqueles “grandes sofás velhos”, mas olha só, sem preconceitos, tem também banco novo, tudo em forma de escândalos financeiros, cuja montanha começa a assustar, haja vista já estar arrepiando muitos ribeirinhos do planalto.
‘E eu com isso?’, podemos nos perguntar. E podemos pensar: estou mais para “Eu sou apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior” cantaria Belchior nos seus melhores tempos.
Esse pensamento é a sintonia perfeita que move o pêndulo do relógio, o mecanismo do poder e o bolso ideal para pagar e apagar a conta do estrago feito.
Com ou sem dinheiro no banco, a conta mais cedo ou mais tarde irá chegar. A propósito, os nossos velhinhos com conta em banco já estavam pagando em muitas parcelas, sequer sabiam.
A questão é saber se no ano que vem a conta irá aumentar – particularmente…não tenho dúvidas – bem como se o resultado das eleições servirá ao BRASIL, pois confesso, morro de saudades da ordem e do progresso!!!
Vamos em frente!