A atleta de Pinto Bandeira voltou a se destacar no último domingo, 14, onde conquistou o segundo lugar nos 5 quilômetros da 5ª Rústica de Natal, realizada em São Lourenço do Oeste (SC). A competição reuniu atletas de alto rendimento de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e até competidores estrangeiros, consolidando-se como uma prova de nível nacional.

Hélen, que já havia participado das edições de 2021 e 2022, viveu em 2024 sua primeira experiência nos 5 km da Rústica de Natal. O resultado veio acompanhado de emoção e sentimento de dever cumprido. “É realmente um sentimento de superação, de gratidão profunda, porque a gente sabe o quanto é difícil se manter dentro do esporte. Essa é uma prova de renome nacional, com atletas olímpicos”, afirma.

A prova foi extremamente equilibrada. As cinco primeiras colocadas cruzaram a linha de chegada com diferença de cerca de um minuto e meio, tornando a disputa intensa do início ao fim. Segundo Hélen, a definição das posições aconteceu apenas no trecho final. “Faltando cerca de um quilômetro e meio, a prova ficou mais decisiva. Ainda busquei o primeiro lugar, mas não consegui alcançar a vencedora, que é uma atleta muito forte, inclusive da minha equipe, de Cascavel”, explica.

Mesmo com o segundo lugar, o desempenho foi histórico para a atleta. Hélen completou os 5 km em 17min43s, seu melhor tempo em provas de rua, muito próximo de sua melhor marca na pista. “Foi uma prova muito rápida. Consegui manter um ritmo forte do início ao fim. Saio muito feliz e realizada, por ter voltado com este resultado”, destaca.

A Rústica de Natal também carrega um significado especial em sua trajetória esportiva. “Essas provas de Natal me fazem lembrar do início da minha carreira, das primeiras corridas de rua. Depois fui para a pista e passei a conciliar as duas modalidades, mas sempre fez parte da minha história”, relembra.

Além do resultado de Hélen, a competição também teve um destaque familiar. O pai, Heitor Spadari, foi campeão em sua categoria, dos 65 aos 69 anos, reforçando o vínculo da família com o esporte e a longevidade no atletismo.

Apesar da longa distância, cerca de sete a oito horas de viagem, Hélen ressalta que o desafio faz parte da vida do alto rendimento. “É cansativo, exige planejamento, mas voltar com esse resultado, mesmo sendo um segundo lugar, tem gosto de vitória”, afirma.

A temporada ainda reserva mais um compromisso: uma prova de rua marcada para o dia 31 de dezembro. Depois disso, o foco será a preparação para o próximo ciclo competitivo de 2026.