Um estudo realizado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, investigou por que os mosquitos parecem picar algumas pessoas com mais frequência do que outras. A pesquisa analisou se a atração dos insetos por determinados indivíduos está relacionada à composição química do corpo humano.
Para o experimento, os cientistas montaram uma arena ao ar livre, na Zâmbia, com dimensões equivalentes a quase duas quadras de tênis e cerca de 200 mosquitos. Odores corporais de seis pessoas foram canalizados para placas aquecidas à temperatura do corpo humano. Os participantes dormiam em tendas próximas à arena, enquanto os aromas eram direcionados para o local de observação.
De acordo com os pesquisadores, os mosquitos utilizam diferentes pistas para localizar suas presas. Em curta distância, eles se orientam por sinais visuais e pelo calor corporal. Já a longas distâncias, a identificação ocorre principalmente por meio do dióxido de carbono e de outras substâncias presentes no hálito e nos odores do corpo.
O estudo apontou que os insetos são atraídos por substâncias químicas específicas encontradas na pele humana. Entre elas, destacam-se secreções oleosas responsáveis por hidratar a pele e protegê-la contra microrganismos, além de compostos conhecidos como ácidos carboxílicos, considerados fortes atrativos para os mosquitos. Alguns desses ácidos também estão presentes em queijos de odor intenso, como o Limburger.
Por outro lado, o odor de uma das pessoas analisadas, caracterizado por baixos níveis de ácidos carboxílicos e alta presença de eucaliptol, substância encontrada em diversas plantas, mostrou-se pouco atrativo para os insetos. O resultado levantou a hipótese de que fatores como a dieta possam influenciar a composição química da pele e, consequentemente, a preferência dos mosquitos.