A chegada de um novo ciclo, especialmente marcado pela numerologia como um ano de recomeços, traz à tona a discussão sobre como manter a saúde mental e energética em meio a um contexto social cada vez mais volátil
A terapeuta energética Catiane Padilha, que atua em Bento Gonçalves, aborda um fenômeno crescente: o de “ser esponja” das energias alheias, e como essa absorção excessiva pode se tornar um fardo físico e emocional na vida dos indivíduos.
De acordo com Catiane, ser uma “esponja” de energias significa absorver para si aquilo que não é seu, seja de pessoas, lugares, ou até mesmo das mídias de comunicação. Essa absorção inclui emoções, dores, responsabilidades e até reclamações, as quais são sentidas e vividas como se fossem problemas individuais. O conceito central para entender esse desgaste reside na definição de energia. “Tudo que existe, desde as estrelas até você, começa com átomos. Átomos contém partículas como prótons, nêutrons e elétrons que ao se movimentarem, vibram e produzem energia, e esta se transforma em matéria, provando que é nossa energia que cria a nossa realidade”, explica Padilha.
Dessa forma, ao sugar vibrações consideradas não saudáveis, como emoções negativas e comportamentos destrutivos, o indivíduo influencia negativamente a própria realidade. Catiane relata observar um aumento significativo desse fenômeno em sua prática. “Todos os dias recebo em minha sala pessoas sofrendo por situações que não são suas, e por isso, acabam se frustrando por sua vida não estar fluindo”, afirma. Ela reitera que, se a vibração individual vibra baixo por causa dessa absorção, a tendência é que se criem situações na vida que se assemelhem a essa baixa vibração, seguindo o princípio de que a realidade é criada por energias similares, e não contrária.

Empatia x absorção
Um ponto fundamental para Catiane é a distinção entre ter uma empatia saudável e a absorção excessiva de energia. “Empatia saudável é quando escuto, aconselho e dou carinho, porém sem sentir aquilo como se fosse um problema meu, como se fosse minha responsabilidade resolver, ou até sentindo frustração por aquela pessoa não agir como eu agiria. Já a absorção excessiva é quando eu tomo a situação do outro como se fosse minha”, afirma.
A terapeuta aponta que, para 2026, que na numerologia é o ano um, de início, após um ano 9 (2025) de conclusão, alguns desafios podem intensificar a sensação de ser “esponja”. Um dos fatores é a frustração de quem não conseguir finalizar objetivos no ano anterior, resultando em mais reclamações e um ambiente de energia pesada. Outro desafio iminente é o cenário de eleição política, um período que, segundo ela, costuma gerar raiva, medo, instabilidade e divisão, sentimentos que diminuem a vibração individual e se instalam no campo energético da pessoa.
Catiane aconselha que, diante de catástrofes ou doenças, o foco deve ser no ato de ajudar com amor e gratidão pela possibilidade de auxílio, e não sentir a dor do outro como se a situação estivesse ocorrendo consigo. Em um contexto de polarização política, ela sugere: “Conversar com calma e sabedoria, nos leva ao mesmo fim, porém sem sofrer tanto. Em caso de doenças, também agradeça por não ser com você, ajude passando força e otimismo para quem precisa, isso vai ajudar muito mais na recuperação”.

Técnicas de blindagem
Para proteger-se energeticamente no dia a dia, a terapeuta recomenda práticas simples. Logo pela manhã, é indicado pedir proteção a seres da espiritualidade em que se confia. Um exercício crucial é a auto-observação, prestando atenção se a emoção ou sentimento que surge é realmente seu ou se é proveniente do outro, do ambiente ou do que se está consumindo. Uma técnica mais específica que Catiane sugere é tampar o umbigo com um cristal, uma prática que serve como uma estratégia de proteção energética e pode ser adotada ao iniciar o dia.
Quando a absorção se torna um problema crônico, Catiane indica terapias mais robustas, como a Mesa Radiônica de Cura Arcturiana. Ela explica que o instrumento quântico atua na limpeza, harmonização, cura e proteção nos campos emocional, mental, físico e espiritual, elevando a vibração e, consequentemente, tornando a pessoa mais blindada contra energias de baixa vibração. “Tive uma cliente que possuía a ‘síndrome da salvadora de todo mundo’, o problema é que ela sentia tudo com as pessoas que tentava ajudar. Após algumas mesas radiônicas, consegui limpar o campo energético dela de todas essas vibrações que adquiriu durante o seu tempo de ‘salvadora’, trazendo a ela um entendimento melhor do que realmente é seu, e o quanto é importante ter amor-próprio e sabedoria, não pegando para si situações desagradáveis, que fazem muitas vezes parte da evolução de outras pessoas”, relata.
Catiane alerta ainda para a relação da energia individual com o meio ambiente. Segundo ela, o Planeta Terra é um ser-vivo de energia que recebe e se assemelha à vibração coletiva. Se a humanidade vibra em instabilidade emocional e negatividade, o planeta reagirá com desequilíbrio, manifestado em problemas ambientais e climáticos. “Por isso é importante trabalharmos a nossa energia para o lado positivo, trabalhando o nosso equilíbrio interno, assim o planeta também ficará mais harmonioso, mais fácil para se viver”, ressalta.
Para os leitores que buscam um 2026 mais leve e protegido, a terapeuta sugere a prática do silêncio e da conexão interna antes da virada do ano. “Antes da virada, faça um bom banho de chá de limpeza e energização, isso já deixará sua energia mais leve e fortificada, vibrando melhor”, sugere.
A mensagem final da especialista é clara: “Lembre-se, recebo do universo as vibrações que se assemelham a mim. A sua maior proteção, é a sua energia”. Ela enfatiza a necessidade de entender que a ajuda e a orientação ao próximo não significam tomar para si os problemas alheios, mas sim contribuir para que cada pessoa evolua, resolvendo suas próprias questões. “Em situações comunitárias, ajudar no que é possível, saber dizer não quando for preciso é muito importante,” finaliza.