Depois do plano REAL (1994, isso já faz 31 anos) nosso país não viveu uma perspectiva econômica tão complicada em suas contas públicas. Projeções de algumas instituições mostram que, a partir de 2027, os governos brasileiros não terão mais sobra para investimentos. O novo presidente, quer seja ele continuação ou oposição ao atual, herdará um país em frangalhos.

De um lado temos a presidência do Brasil liberando recursos e mais recursos para a economia via transferência de renda e, de outro, o Banco Central controlando a inflação via aumento de juros que são muito nefastos a toda sociedade produtiva.

  1. DÍVIDA PÚBLICA SEM CONTROLE

Nunca tivemos uma dívida pública tão elevada. Isso pressiona os juros futuros que o Brasil precisa pagar para a rolagem dessa dívida. Isso poderá ficar insustentável no médio prazo pois toda sociedade pode enxergar que o governo central não terá condições de pagar os títulos. Isso será muito grave a todos.

2. ROMBO NAS ESTATAIS

Até meados desse mês, o rombo nas estatais do Brasil nesse ano está em 8,9 bilhões de Reais. Nos últimos 3 anos, foram quase 15 bilhões de déficit, contra um superávit de 22 bilhões no governo Bolsonaro.

Essa política de colocar nas estatais amigos do rei só gera rombos e mais rombos. Quem paga a conta? Você, eu, todo povo brasileiro. E há quem defenda os CORREIOS por exemplo.

3. INADIMPLÊNCIA NAS ALTURAS

Sem geração de renda produtiva, via somente programas assistenciais do governo federal, nenhum país se sustenta. Dados do SERASA de poucos dias mostram que 78 milhões de brasileiros estão inadimplentes em suas contas. Isso já é decorrência de toda conjunta econômica nacional que obriga a elevação dos juros.

O Brasil precisa de líderes que puxem o país para frente. Isso está escasso, muito escasso. Manter o povo sempre pobre não é bom. Pensar só em atitudes eleitoreiras de curto prazo levará nosso país a sérios problemas no futuro próximo.

Alguns números positivos como redução da taxa de inflação, emprego em alta e ainda expectativas de PIB possivelmente não serão mantidos no médio prazo se os governos continuarem a gastar muito e gastar mal como hoje vemos nas estatais.

O Brasil precisa mudar na gestão das contas públicas.

Pense nisso e sucesso.

Adelgides Stefenon é economista, mestre em marketing, consultor nacional e internacional, professor universitário por 25 anos e proprietário da Prestige Imóveis Especiais.