A VISITA DAS LEMBRANÇAS
Convidado pelo Presidente da FUNDAPARQUE, que detém o comodato do Parque da Fenavinho, agora denominado também de Parque de Eventos, fui recebido por Laudir Picolli e suas eficientes assessoras Eliane Casagrande e Iliete Almeida. Circulamos, eu e o Laudir, pelo interior dos pavilhões e em todo o parque. Enquanto ele desenvolvia uma narrativa sobre as condições dos pavilhões, os preparativos da majestosa FIMMA com seus estandes, eu era tomado por saber e lembranças. Veio a minha mente como tudo surgiu. O Prefeito era Milton Rosa, o imóvel era da família Grando. Junto com a ideia de realizar a Fenavinho veio a necessidade da construção do pavilhão. Diante da resistência da venda para a Prefeitura, o médico e Vice-Prefeito Dr Ervalino Brozzetto avalizou “as promissórias” e a compra foi concretizada pela municipalidade. Diante das peripécias do posicionamento do então engenheiro agrônomo, Dr Loreno Grazzia, defensor da ideia, com o assumo e não assumo a presidência do evento, o Prefeito Milton Rosa pediu ajuda ao Padre Manica, também grande defensor da realização do evento, para convencer Moysés Michelon que, como o Padre, pertencia a outra corrente política, a assumir a presidência da festa. Após conversações levadas a efeito, Moysés aceitou o desafio, ele fabricava massas e biscoitos, não era cantineiro e nem viticultor, mas tinha fortes vínculos com a imigração e nossa tradição italiana, além de liderança e espírito comunitário. Cada vez que eu entro no, ainda pra mim, PAVILHÃO da FENAVINHO, relembro da angústia que cercou sua construção pois o terreno era uma “pedreira” removida com inúmeros explosivos, o que não era pedra, era barro. Tamanhas foram às dificuldades que quando os empresários vieram cobrar as promissórias dos empréstimos para a Fenavinho, a serem pagos antes da festa eu, que era secretário adjunto cedido pela Irmãos Luchese, ajudava o tesoureiro da festa a abrir o cofre que tinha “40m² e pesava 5 toneladas”, para convencer os credores de que, lá dentro, não havia dinheiro para pagá-los. Não sei como o Moysés resolveu este problema, mas resolveu, acredito na base da solidariedade humana e da “causa maior”. O Parque e sua área verde, seu pavilhão passou a ser uma INSTITUIÇÃO COMUNITÁRIA. A partir dele foram agregados outros valores como a CASA DO AGRICULTOR que ainda está lá, uma concha acústica, colocada abaixo depois de muita discussão. Ao passearmos pela área verde enquanto eu ouvia, do Laudir, o “aqui fizemos isso, ali fizemos aquilo, aqui vamos fazer isso, lá vamos fazer aquilo”, eu apontava e dizia, “aqui tinha o restaurante do Toninho”, visita obrigatória da sociedade de Bento e de turistas, qualidade Dalla Costa, “aqui eu fiz”, com a família, dois churrascos, disputando o local em fins de semana, “neste local”, na última vez que eu passei aqui tinha um lixaredo infernal, produtor de ratos e baratas, “ali”, certo sábado, eu contei 34 ônibus de excursões turísticas. “O restaurante desapareceu, as excursões também”, a área de lazer em meio a árvores nativas está limpa, utilizável, embora carente de melhoria na infraestrutura que, certamente virá, ali, mas adiante. Enquanto caminhávamos, nos esquivando de carros que circulavam em velocidade nada moderada, Laudir olhou pra mim e disse, “viu porque eu quero proibir carros circulando aqui dentro”?, em meio aos quais é impossível caminhar ou bicicletar em segurança. Enfim, Laudir e sua equipe, com boa gestão, com a estreita colaboração das Entidades empresariais, e bons olhos do Prefeito Diogo, está recuperando a dignidade do PARQUE, hoje ampliado de forma significativa e sediando eventos de grande ressonância para o bem do município. O entorno dos pavilhões “rouba” a atenção, vai requerer atenções futuras, jardinagem e infraestrutura é uma delas, para o bem da população. Ao concluirmos nossa visita, o capacete “estragou” o meu penteado (risos, por favor!), encontramos o alegrão, comprometido e pró-ativo Presidente da MOVERGS Euclides Longhi que leva a efeito a FIMMA. Era um poço de entusiasmo e satisfação, ele me roubou o Laudir dizendo “vem comigo eu tenho uma cobrança a te fazer” e, lá se foram eles em direção aos pavilhões. Ao contemplá-los exclamei “quem te viu e quem te vê”, não tem como rememorar o nascedouro de tudo aquilo, pelas mão de Milton Rosa, Ervalino Brozetto e Moysés Michelon.


UM EMPREENDEDOR MOVELEIRO
Morreu Augusto Manfroi, aos 95 anos. É possível que também a horta que cultivava, com amor, ao lado da empresa no Vale Vinhedos, que lhe trazia, certamente, leveza na mente, e seus princípios, que fundamentavam e a alicerçavam a condução da empresa e a família, também tenham contribuído para que tenha tido uma vida longeva. Foi um precursor da indústria moveleira de Bento, começando sua atividade profissional como trabalhador braçal em parreirais, depois foi pedreiro, posteriormente fundou a Augusto Manfroi, que produzia pias e tanques, e da qual também fui cliente. A partir daí surgiu a SCA gigante entre às indústrias moveleiras. Se acessarmos o GOOGLE e digitarmos AUGUSTO virá a definição: “Merece respeito, reverência, venerável”. O próprio nome já o definia. Foram felizes os pais.

CURTAS E PODEROSAS
- Entre agosto de 2023 e julho de 2024, o Brasil registrou mais de 2 mil mortes causadas por falhas na saúde.
- Sarah Raissa Pereira de Castro, de 8 anos, morreu após, supostamente, inalar desodorante aerossol ao tentar cumprir um desafio online. Segundo a polícia, ela estava deitada no sofá, ao lado do celular e de um frasco de desodorante aerossol. O pai afirma que no celular da menina havia um vídeo que incentivava o desafio do desodorante.
- O artista global Francisco Cuoco, que morreu aos 91 anos, ele vivia com a irmã, sua cuidadora que tem 86 anos, pois tinha dificuldade de se locomover em razão de doenças, nas quais se incluía obesidade e infecção nos rins, que o impediam, inclusive, de tomar banho e ir ao hospital. CUOCO DEIXOU UMA FORTUNA DE 300 MILHÕES DE REAIS.
- Uma menina caiu no mar durante um cruzeiro da Disney, e seu pai pulou do navio para salvá-la. Os dois foram resgatados pela equipe de emergência do próprio cruzeiro. Um tripulante do Icon of the Seas (ícone dos mares, em português), o maior navio do mundo, NÃO TEVE A MESMA SORTE, morreu ao cair no mar das Bahamas durante um cruzeiro. Após 30 minutos de buscas, foi encontrado morto, disse a empresa Royal Caribbean ao jornal britânico The Sun.
- Esqueça sua carreira: hoje a herança é o que importa para ser rico. Estimativas apontam que as pessoas do mundo rico herdarão cerca US$6 trilhões (R$35,34 trilhões) este ano. A herança está de volta, de uma forma que vai abalar a economia e a sociedade.
- O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), por meio do Órgão Especial, julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5282342-52.2024.8.21.7000 e declarou inconstitucional a Lei Municipal nº 4.247, de 12 de março de 2024, do município de Carlos Barbosa. A norma modificava dispositivos da Lei nº 4.147, de 4 de julho de 2023, referente ao ordenamento urbano, mas foi considerada inválida por ter sido aprovada sem a realização de audiência pública, o que configura violação aos princípios constitucionais da participação cidadã.
- A ação foi movida pela Procuradora-Geral de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul no dia 30 de setembro de 2024, com o argumento de que a norma foi editada sem consulta à população, contrariando dispositivos da Constituição Estadual e da Constituição Federal que exigem participação popular irrestrita em alterações do plano diretor e nas diretrizes de uso e ocupação do solo urbano.