MORRE O TUPAMARO PEPE
Eram os anos 60, se me lembro bem. O governo Uruguaio, com a finalidade de promover seus encantos turísticos, convidava jornalistas do RS para visitar, especialmente Punta Del Este e adjacências. Devo ter ido, em dois anos, umas 6 vezes, inclusive, numa delas, recebemos, em jantar, o diploma de sócios honorários do Cantegril Country Club, instituição social de origem inglesa, de invejável patrimônio. Procurei o certificado na noite desta quinta-feira para mostrar a vocês mas não encontrei, está bem guardado, quando encontrar mostro. Era tempo dos TUPAMAROS que tinha, no recente falecido Presidente do Uruguai, José Mujica, um dos seus líderes guerrilheiros. Me fascinava o movimento, como me fascinava o movimento de Fidel Castro pela libertação de Cuba, hoje jogada na fome e desemprego. Era um sábado à tarde, estávamos em hotel de PUNTA, mais de 20 jornalistas presentes, quando fomos convidados para participar de uma entrevista na TV local, que ficava no alto de um morro distante uns 15 quilômetros. Ninguém aceitava o convite, e eu falei “eu vou”! E fui, subi no jeep e 40 minutos depois chegamos lá, não sem antes atravessar a floresta na subida do morro, tipo floresta da Tijuca, no Rio. Eu olhava, atento, a estrada e pensava na possibilidade dos TUPAMAROS aparecerem ou terem deixado um “banheiro ao alcance”. No caminho não vi ninguém, de vestígios humanos alguns cipós pela beira, quem sabe “abandonados pelos indígenas”. A entrevista foi tranquila, durou uns 40 minutos, quando me perguntaram se os TUPAMAROS (Movimento de Libertação Nacional) não amedrontavam, tirei de letra “vim do BARRACÃOCITY preparado” e lasquei : “Não tem problema, se os encontrar terei com eles um ‘papo reto’ sobre os problemas sociais da América Latina”. Risos do entrevistador e, eu, comigo mesmo, jovem tomado por um orgulho besta pensei: “eu me amo”! Passaram-se anos e anos e, de repente, vejo o PEPE (JOSÉ MUJICA) guerrilheiro matador, eleito Presidente do Uruguai, pelo voto, não pela guerrilha. Certamente, assim como MANDELA na ÁFRICA, PEPE, que passou 14 anos preso, MANDELA mais de 30, trocou a arma pelo livro, pela reflexão, pela compreensão humana e ambos foram eleitos Presidentes, pelo voto. E eu fiquei fã do Presidente Uruguaio, transformado de guerrilheiro esquerdista a Presidente de esquerda moderado. Cada palavra dele era uma lição de vida, mesmo diante do liberalismo que adotou com a legislação da maconha e do aborto, além do casamento igualitário entre pessoas do mesmo sexo. PEPE foi derrotado pela direita e, agora, a esquerda, com seu apoio, reassumiu o país, sua morte deixou uma marca indelével de sua filosofia de vida, “não há ricos e nem pobres, há seres humanos”, a dedução é minha.
A CIDADANIA ITALIANA
Convenhamos, essa corrida maluca em torno da cidadania italiana estava demais. No ano passado, em viagem a Itália, minha filha levou xingões, ela tinha passaporte italiano e não falava italiano. Outra coisa que os italianos não entendem é que como nós, brasileiros, temos dois passaportes, um brasileiro e outro italiano. E eles não sabem nada da imigração, a gente tem que explicar tudo. Eu não falo bem italiano mas me comunico bem em italiano, tenho até recebido elogios. E, quando me perguntam de que parte do Brasil viemos acesso o GOOGLE MAPS e mostro, ai já teve um italiano e uma italiana em restaurante que me disseram: “si, si, de Argentina”, ai eu compro briga. Nós brasileiros sabemos tudo da Itália, mas, a Itália, sabe pouco do Brasil. Por isso a vida do embaixador no lançamento da ROTA DOS CAPITÉIS foi importante. Ele se confessou perplexo com o que viu, realmente mostramos aqui uma Itália que lá não existe mais, nós mantemos a italianidade mas, a primeira Ministra Meloni, da Itália, processa a governabilidade fazendo alguns “ajustes” e um deles é este da cidadania italiana que terá no momento em que o decreto for apreciado pelo parlamento (Senadores e Deputados), vai virar lei certamente com algumas modificações em relação ao que foi proposto pelo Governo. Antes do decreto da cidadania italiana era concedida fundamentada no “iure sanguinis” (direito de sangue), tendo como base os antepassados e não o local de nascimento, quem conseguisse comprovar ancestral italiano vivo após 17 de março de 1861, podia solicitar a cidadania, não havia limite de gerações. A partir de agora a cidadania será dada a quem comprovar que um dos pais ou avós nasceu na Itália. O pedido de cidadania é feito nos consulados italianos onde a taxa é de cerca de dois mil reais. Dentro da normalidade o tempo de espera é longo, varia de 7 a 15 anos, mas há formas de encurtar este caminho. Um deles é morar na Itália por dois anos. O que é que alguns, muitos alguns, faziam? Alugavam casas ou apartamentos e voltavam para o Brasil, agora a policia Italiana fiscaliza semanalmente a presença dos brasileiros residentes e pretendentes da cidadania. Esta semana o Presidente MILEI baixou decreto exigindo dos brasileiros seguro saúde de viagem para entrar na Argentina e também acabou com brasileiros cursando cursos superiores de graça naquele país. A Itália é governada por coligação de direita, a Argentina tem governo de direita e o Brasil de esquerda. Terão estas exigências, tanto na Itália quanto na Argentina, também conotações políticas? Matéria pensante, valendo lembrar que, recentemente, MELONI esteve na ARGENTINA visitando MILEI.
A CONVOCAÇÃO DO TACCHINI
Veio, do Tacchini, uma convocação formal à imprensa. Fui, na expectativa de que os problemas que cercam o atendimento na área da saúde fossem abordados, inclusive com a presença do Superintendente e Presidente do Conselho do hospital mas, não! Estavam presentes gestores a nos demonstrar que a instituição atingirá mais uma meta em torno de sua excelência em gestão hospitalar. Esses modelitos de gestão devem estar também voltados para o atendimento e, neste particular, “está entrando água na kombi”. Assim como, outrora, através de longo arrazoado, levei ao Superintendente Piletti a insistência da implantação do atendimento residencial, levei agora a ideia de que, a cada mês, um conselheiro do hospital, assuma as funções de ouvidor e observador nas questões que dizem respeito aos efeitos a qualidade do atendimento, porém, isto tem que ser feito com certo espírito comunitário e sensibilidade humana. Se podemos melhorar, porque não melhorar? Só temos um hospital, é dele que dependemos, assim como Erechim tem quatro, deveríamos ter pelo menos dois e mais a UPA, a bendita UPA, o que seria de Bento sem ela? Estou torcendo, e como, pela conclusão, pelo menos na primeira etapa, do Hospital Municipal do Prefeito Diogo, habilitada inclusive para cirurgia de pequeno porte. Mas, estão sendo necessários recursos, muitos recursos, e o lema é “devagar com o andor (gastos) que o santo (prefeitura) é de barro (tem pouco recurso). Me cochicharam que o TACCHINI teria feito proposta para encapar o Hospital Municipal e que o Prefeito não teria topado com o que, eu tenho certeza, em 2026 teremos a inauguração da primeira etapa do Hospital Municipal, assim como teremos a inauguração do majestoso prédio da Câmara de Vereadores.
FERVI – UCS – HOSPITAL
O patrimônio da FERVI pertence a comunidade, foi constituído a muitas mãos, muitas desavenças, gerou muitas inimizades. A Fervi hoje está em harmonia e o invejável patrimônio nos orgulha, está cedido em comodato a Universidade de Caxias, não vai muito tempo terá que ser renovado, falta bem pouco para a UCS cumprir todas as obrigações decorrentes do comodato, não seria o caso lanço a ideia, da Fervi condicionar a UCS a construir, no local, um hospital, assim teríamos três, o MUNICIPAL, o TACCHINI, e o da UCS BENTO? Absurdo? Não. Bento vai crescer, vai crescer pra cima (edifícios) mas vai crescer. As pessoas estão vivendo mais, se cuidando mais, adoecendo mais, se não tivermos visão do futuro nossa saúde vai colapsar. Uma mobilização da sociedade civil é imperativa não só em direção a saúde mas em outros direcionamentos. Somos muito PROMOÇÕES, temos que cuidar mais do nosso povo, da mão de obra produtiva, da família, da qualidade de vida.
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