Com a chegada do verão e o aumento do tempo de exposição ao sol, o Brasil entra no período de maior risco para o câncer de pele, considerado o tipo de tumor mais frequente no país. A combinação de temperaturas elevadas, atividades ao ar livre e exposição solar prolongada contribui para o aumento da incidência da doença nesta época do ano.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o país deve registrar cerca de 220 mil novos casos de câncer de pele não melanoma por ano. Esse número representa aproximadamente 30% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil. Já o melanoma, forma menos comum, porém mais agressiva da doença, deve somar cerca de 9 mil novos casos anuais, com maior concentração nas regiões Sul e Sudeste.

Apesar da alta incidência, o câncer de pele ainda é frequentemente subestimado pela população. Muitos pacientes demoram a procurar atendimento médico por acreditarem que se trata de uma doença de menor gravidade. Essa percepção, segundo especialistas, contribui para o diagnóstico tardio, o que pode resultar em tratamentos mais longos e complexos.

Especialistas alertam que a identificação precoce é fundamental para aumentar as chances de sucesso no tratamento, especialmente nos casos de melanoma. Alterações na pele, como manchas, feridas que não cicatrizam ou mudanças em pintas já existentes, devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

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