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O alto número de casos no Brasil tem acendido um alerta. Em 2025, o Brasil já contabiliza mais de 1.075 feminicídios e registra quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180, de acordo com o Ministério das Mulheres.
O levantamento do Mapa Nacional da Violência de Gênero mostra que, somente em 2024, aproximadamente quatro vítimas foram assassinadas por dia em crimes motivados pelo fato de serem mulheres.
Segundo esta pesquisa, mantida pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV) do Senado Federal, pelo Instituto Natura e pela organização Gênero e Número, cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses.

A pesquisa mostra ainda que 71% das mulheres foram agredidas na presença de outras pessoas, e em 70% desses casos havia crianças no ambiente, o que corresponde a 1,94 milhão de agressões testemunhadas por menores. Em 40% das situações com testemunhas, a vítima não recebeu ajuda.
Informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública evidenciam a gravidade do cenário: em 2024, as tentativas de feminicídio aumentaram 26%. Apenas entre janeiro e setembro de 2025, mais de 2,7 mil mulheres sobreviveram a tentativas, enquanto outras 1.075 foram assassinadas em crimes motivados por gênero. O Mapa Nacional aponta ainda 33.999 casos de estupro somente no primeiro semestre de 2025, revelando que a violência sexual segue em patamares alarmantes no país.
No Rio Grande do Sul, o Observatório de Feminicídios Lupa Feminista registra 79 registros entre janeiro e 5 de dezembro de 2025, número que já supera todo o ano de 2024, quando foram contabilizadas 72 mortes. Dados do Observatório Estadual de Segurança Pública apontam 69 casos até outubro deste ano.
Manifestações
Em Porto Alegre, a manifestação pelo fim dos feminicídios ocorreu no sábado, 6 de zembro, com concentração na Praça da Matriz, espaço simbólico que reúne os três poderes do Estado. O ato marcou o encerramento do Festival Mulheres em Luta (MEL) e a inauguração da sede do movimento. No domingo, 7 de dezembro, novas mobilizações aconteceram na Avenida Paulista, em São Paulo, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, e em locais como Belo Horizonte, Curitiba e outras capitais das regiões Norte e Nordeste.
Como pedir ajuda:
Emergência: ligue 190 (Brigada Militar);
Após a violência: registre ocorrência na Delegacia da Mulher ou qualquer DP; em Porto Alegre: (51) 3288-2173 / 2327 / 2172 ou 197;
Online: boletins podem ser feitos na Delegacia Online;
Denúncias e orientação: Disque 180 (24h, anônimo);
Assistência jurídica: Defensoria Pública – 0800-644-5556;
Apoio psicológico e social: procure os Centros de Referência da Mulher;
Ministério Público/RS: atendimento e denúncias nas Promotorias e pelo serviço virtual.