Nas últimas semanas, nas esferas econômicas e políticas, parece que caiu uma bomba atômica no Brasil notadamente pelo rombo gigantesco no INSS ( que jogaram para baixo do tapete, como eu falei há 2 meses), pelo aumento quase à força no IOF e pelo Tarifaço dos Estados Unidos.

Creio que os líderes que são eleitos para administrar o país precisam enfrentar de frente os reais problemas da economia, independentemente de partido político ou ideologia.

Além disso, um líder que se diz líder deve mostrar caminhos, conduzir os liderados a uma vida melhor, independente se for numa empresa ou num país. Nas empresas, por exemplo, normalmente, não existem ideologias à frente das reais necessidades. Mercado, recursos humanos, finanças, produção, clientes, fornecedores andam juntos num mesmo objetivo.

Venho dizendo, corroborado por muitas estatísticas e análises também de outros economistas, que a economia brasileira caminha ao calabouço, ao fundo do poço na esfera governamental. A dívida pública brasileira está em patamares nunca antes vistos. Isso destruirá as políticas econômicas, elevará os juros que já estão altos e isso atravancará o crescimento econômico, esse último que seria a única forma de melhorarmos o padrão de vida de toda população.

O Brasil gastou R$ 988 bilhões em 2024 somente com os juros da dívida pública dos governos. Eu escrevi 988 bilhões de Reais.

Nesse século (2001-2024) o Brasil já jogou fora R$ 12,6 trilhões.

O governo federal está aumentando o IOF e brigou muito por isso para fechar a contabilidade do ano para arrecadar R$ 10-20 bilhões. Não corta gastos e pensa em arrecadar mais, poderia ser analisado e questionado, mas estamos jogando fora 100 vezes mais do que isso nos juros da dívida pública, por ano.

E pouco se faz para combater isso.

Reduzir despesas nos governos é urgente. Não fazer isso é levar todo povo brasileiro a sofrer mais e mais no futuro.

Os verdadeiros governantes precisam, urgentemente, pensar muito mais em soluções econômicas duradouras do que na próxima eleição.

Essa é a verdadeira bomba atômica. O tarifaço pode se tornar outra, caso não seja negociado urgentemente. Para os dois casos, precisamos de lideranças e não ideologias.

Pense nisso e sucesso.

Adelgides Stefenon é economista, mestre em marketing, consultor nacional e internacional, professor universitário por 25 anos e proprietário da Prestige Imóveis Especiais.