A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira, 25, a aplicação da bandeira tarifária vermelha patamar 2 nas contas de energia elétrica do mês de agosto. A medida representa o nível mais caro de cobrança adicional, com acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos.
Segundo a agência reguladora, a decisão foi tomada em razão das afluências abaixo da média em todo o país, o que reduz a geração de energia por hidrelétricas. “Esse quadro eleva os custos de geração de energia, devido à necessidade de acionamento de fontes mais caras, como as usinas termelétricas”, informou a Aneel em nota oficial.
Desde junho, já estava em vigor a bandeira vermelha patamar 1, em função da escassez de água nos reservatórios das hidrelétricas. A bandeira vermelha 2 não era acionada desde outubro de 2024.
Com o novo patamar tarifário, a Aneel reforçou a importância da economia: “O consumidor deve manter-se ciente da importância da conscientização e do uso responsável da energia elétrica”.
Especialistas do setor projetam que o impacto no orçamento das famílias deve se intensificar nos próximos meses. A estrategista de inflação da Warren Investimentos, Andréa Angelo, afirmou à CNN, na ocasião da bandeira vermelha de junho, que “ainda vai piorar” e que “energia será o destaque nas próximas divulgações do IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo]”.
Segundo as projeções, a expectativa é de que a conta de luz só volte a baixar no final do ano.