O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), prestou apoio ao CyberGAECO do Ministério Público de São Paulo (MPSP) em uma operação deflagrada nesta terça-feira, 24 de março, em Bento Gonçalves. A ação tem como foco o combate ao chamado “golpe dos nudes”, além de apurar a dimensão do grupo investigado e o número de vítimas.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca com o objetivo de apreender celulares, outros dispositivos eletrônicos e documentos. Os alvos são um apenado da Penitenciária Estadual de Bento Gonçalves e outro investigado que também reside no município da Serra gaúcha. A investigação aponta que a vítima é um morador da capital paulista, que teria sido extorquido pelos suspeitos.

De acordo com o coordenador estadual do GAECO/MPRS, o promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, o enfrentamento a crimes virtuais integra o planejamento estratégico da instituição. Segundo ele, a atuação busca coibir práticas de extorsão realizadas por meio de plataformas digitais, que contribuem para a ampliação da criminalidade.

A operação contou ainda com o apoio do Grupo de Ações Especiais da Polícia Penal e da Brigada Militar.

Operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul com apoio do Ministério Público de São Paulo cumpriu mandados em Bento Gonçalves contra investigados por extorsão no chamado “golpe dos nudes” (Foto: MP/Divulgação)

Investigação

Conforme o promotor de Justiça André Luiz Brandão, do CyberGAECO, o caso teve início após representação feita ao MPSP. A partir de quebras de sigilo telefônico, telemático e bancário, foi possível identificar o responsável por auxiliar o apenado na ocultação dos valores obtidos com o crime. Na sequência, os investigadores chegaram ao suspeito que executava o golpe.

Os crimes apurados são extorsão e lavagem de dinheiro. Segundo Brandão, a próxima etapa da investigação é identificar outros envolvidos, tanto na aplicação dos golpes quanto na movimentação dos valores obtidos ilegalmente, seja por meio de depósitos em diversas contas bancárias ou pela aquisição de bens.

Ainda conforme o promotor, há indícios de que o grupo possua estrutura organizada e que existam vítimas em diferentes regiões do país.