Caso era tratado como latrocínio, mas inquérito foi reaberto e investigação apontou que a esposa teria arquitetado o crime
Uma assistente jurídica de 36 anos foi presa preventivamente na tarde desta terça-feira (3) em Bento Gonçalves, suspeita de planejar o assassinato do próprio marido, o advogado Roberto Fortunato Dall Agnol, de 48 anos. O crime ocorreu em setembro de 2021 e, à época, foi tratado como latrocínio. A prisão foi efetuada pela Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da 1ª Delegacia de Polícia do município, após a reabertura do inquérito e o avanço das investigações.
O homicídio foi registrado no bairro Conceição. A vítima foi encontrada amarrada, com sinais de violência e morta com um disparo na nuca. Dois homens chegaram a ser presos e condenados por roubo seguido de morte.

Com o avanço das investigações e a reabertura do inquérito, a Polícia Civil reuniu provas que apontam a participação da assistente jurídica no planejamento do crime. Segundo a apuração, ela teria arquitetado a ação previamente, fornecido as chaves de acesso ao imóvel, ajustado detalhes da execução e permanecido na residência no momento dos fatos. A investigação indica ainda que houve simulação de subtração de bens para sustentar a versão inicial de latrocínio.
Durante o aprofundamento das diligências, a Polícia Civil identificou também tentativas de intimidação contra a equipe responsável pelo caso. Conforme a corporação, a investigada e o atual companheiro teriam enviado ameaças anônimas aos agentes. A partir de técnicas de inteligência cibernética e análise de dados, foi possível rastrear a origem das mensagens, confirmando a tentativa de obstrução da Justiça.
A prisão preventiva foi decretada com base no risco à ordem pública e à instrução do processo. O caso segue sob investigação. Também, conforme a Polícia Civil, durante o cumprimento da prisão houve uma situação de desacato, sendo registrada ocorrência que será investigada em apartado.