O Bento+20, com o passar dos anos e impulsionado pela qualidade de suas gestões, adquiriu maturidade institucional. A criação dos eixos estruturantes é uma decisão de governança que resolve um problema real de qualquer movimento técnico plural: quando cada Câmara trabalha bem sozinha, mas a cidade exige respostas integradas, o risco é repetir esforços, competir por prioridade e perder força na execução.
Os novos eixos não “mandam” e nem substituem as Câmaras. A estrutura segue preservada, já que cada Câmara mantém seu coordenador, vice, autonomia e identidade. O que muda é o desenho. Entramos num modelo de integração por afinidade temática, com um “guarda-chuva” estratégico que organiza a conversa, acelera o alinhamento e cria trilhos para projetos conjuntos saírem do papel.
Na prática, os quatro eixos fazem exatamente o que um bom planejamento precisa, que é aproximar o que já se relaciona. O Desenvolvimento Social conecta Cidadania, Educação, Saúde e Segurança, áreas que lidam diretamente com a qualidade de vida e com a coesão urbana. O Desenvolvimento Econômico reúne Desenvolvimento Rural, Comércio, Indústria, Turismo e Cultura e Serviços, isto é, a espinha dorsal da geração de renda, empregos e competitividade. O Desenvolvimento Urbano integra Urbanismo e Meio Ambiente, onde a cidade se desenha, e onde decisões erradas custam décadas. E a Inovação, como eixo transversal, deixa de ser “tema de nicho” e vira ferramenta permanente para todas as áreas, estimulando soluções modernas, tecnologia e novos modelos de gestão.
O ponto mais importante é o objetivo, que é diminuir sobreposição de esforços e aumentar impacto. Quando uma pauta atravessa mais de uma Câmara, o que chamamos de temas “intercâmaras”, o eixo vira o lugar de articulação, ritmo e coerência.
No fim, não é apenas reorganização interna, mas sim estratégia, para concretizarmos os objetivos do Bento+20 e do Masterplan. Um passo para que o movimento avance com mais integração, mais velocidade e mais capacidade de entregar resultados consistentes. Planejamento de longo prazo não se improvisa, mas sim se estrutura.