Na modalidade saque-aniversário, trabalhadores demitidos sem justa causa podem retirar apenas a multa rescisória de 40% do FGTS, sem acesso ao saldo completo da conta.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou que iniciará na segunda-feira, 2 de fevereiro, o pagamento de R$ 3,9 bilhões referentes à segunda parcela de recursos retidos de trabalhadores demitidos entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025, que optaram pelo saque-aniversário do FGTS.

A liberação seguirá até 12 de fevereiro e beneficiará 822.559 trabalhadores. A maioria receberá os valores automaticamente nas contas bancárias cadastradas no aplicativo FGTS. Para aqueles que não possuem conta informada, o saque poderá ser realizado nos terminais de autoatendimento da Caixa, em casas lotéricas ou nas unidades do “Caixa Aqui”.

Segundo o MTE, das 14,1 milhões de pessoas com saldo disponível, 9,9 milhões possuem parte dos recursos comprometidos com empréstimos bancários, o que impede o recebimento integral do valor. Outros 2,1 milhões de trabalhadores têm o saldo totalmente comprometido, sem valores disponíveis para saque.

Como funciona o saque-aniversário
Na modalidade saque-aniversário, trabalhadores demitidos sem justa causa podem retirar apenas a multa rescisória de 40% do FGTS, sem acesso ao saldo total da conta. Em casos de aposentadoria, doenças graves ou aquisição de imóvel, o saque integral é permitido. Quem optar por voltar à modalidade tradicional precisa aguardar dois anos para que a mudança entre em vigor.