Três instituições do estado receberam conceito 2, considerado insatisfatório, enquanto metade dos cursos avaliados alcançou notas de excelência

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira, 19, o resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). O levantamento aponta que mais de 30% dos cursos de medicina avaliados tiveram desempenho considerado insatisfatório.

O Enamed avalia o aprendizado dos estudantes de medicina ao longo da graduação e verifica se estão preparados para atuar como médicos. Ao todo, 351 cursos foram avaliados em todo o país. Desses, 107 obtiveram notas 1 e 2, as mais baixas da avaliação, classificadas como insatisfatórias pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Outros 243 cursos alcançaram notas entre 3 e 5, sendo 5 a pontuação máxima.

Entre os estudantes, cerca de 89 mil participaram da prova. Segundo os dados divulgados, 75% demonstraram domínio, habilidade e competência compatíveis com a formação médica.

Situação no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, o resultado do primeiro Enamed indica que metade dos 20 cursos de medicina avaliados recebeu conceitos 4 e 5, considerados de excelência. Na outra extremidade, três instituições, o equivalente a 15%, obtiveram conceito 2, considerado insatisfatório. São elas: Atitus Educação, Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e Universidade do Vale do Taquari (Univates).

Os melhores desempenhos no estado, com conceito 5, foram registrados por duas instituições localizadas na capital Porto Alegre: a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

Penalidades e prazos

As instituições que não alcançaram nota suficiente passarão por processos de supervisão e sofrerão penalidades. Oito cursos, que tiveram o pior desempenho, estão proibidos de receber novos alunos. Outros 13 cursos deverão reduzir a oferta de vagas pela metade, enquanto 33 terão corte de 25%. Além disso, todos ficam impedidos de firmar novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e de outros programas federais. Outros 45 cursos não poderão ampliar o número de vagas.

As penalidades terão validade até a próxima edição do Enamed, prevista para outubro de 2026. As instituições serão notificadas oficialmente e terão prazo de 30 dias para apresentar recurso.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil