Corporação não realiza extermínio e orienta população a buscar apicultores ou profissionais habilitados
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul informou que não realiza o extermínio de abelhas em ocorrências atendidas em áreas urbanas. A orientação segue o Procedimento Operacional Padrão (POP) da corporação e leva em consideração a importância desses insetos para o equilíbrio ambiental.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a proteção das abelhas é amparada por legislações ambientais, entre elas a Lei nº 9.605/98, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, que criminaliza a perseguição, caça ou morte de fauna silvestre sem autorização, prevendo penas de detenção e multa.
Conforme o comunicado, nos atendimentos relacionados à presença de enxames em locais com circulação de pessoas, a atuação dos bombeiros consiste na realização de vistoria técnica, isolamento da área e orientação à população, com foco na prevenção de acidentes.
A remoção das abelhas, segundo o Corpo de Bombeiros, ocorre apenas em situações excepcionais, quando há alto risco à vida e não é possível aguardar atendimento especializado. Mesmo nesses casos, a corporação afirma que busca preservar os insetos.
Sempre que possível, a população é orientada a procurar apicultores ou profissionais habilitados, que possuem técnicas adequadas para a retirada e realocação segura das colmeias. O Corpo de Bombeiros também reforça que não é recomendada qualquer tentativa de remoção por pessoas sem treinamento, devido ao risco de ataques e acidentes graves.
Em situações de emergência, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
